Amnistia critica recusa em libertar defensores dos direitos humanos em plena pandemia

Egito, Índia, Irão e Turquia são alguns dos países mencionados pela Amnistia Internacional.

O mais recente mapa de violações dos direitos humanos, desenhado pela Amnistia Internacional, é sobre os presos em tempo de pandemia. A organização internacional foi à procurado dos Estados que anunciaram a libertação de reclusos para evitar problemas de propagação do novo coronavírus nos respetivos sistemas prisionais.

Na altura, os países que adotaram a medida mereceram elogios. Agora, no entanto, a Amnistia aponta o dedo a algumas nações, por terem mantido "prisões arbitrárias" de defensores dos direitos humanos. Ativistas, jornalistas e críticos dos regimes são algumas das vítimas mencionadas.

A Amnistia destaca a "hipocrisia" de Governos do Egito, da Índia, do Irão e da Turquia, que deixaram prisioneiros de consciência "em condições terríveis", apesar de terem sido aprovadas medidas de libertação de detidos. Angola, Tunísia e Marrocos também aparecem no mapa.

Na lista tornada pública, a organização não-governamental identifica 131 defensores de direitos humanos que foram perseguidos, acusados, mortos ou presos sob pretextos relacionados com a Covid-19. Ainda assim, a Amnistia admite que este número pode ser apenas a ponta do icebergue.

A Amnistia Internacional alerta ainda que muitos defensores de direitos humanos foram colocados em risco devido ao confinamento. Com menos liberdade de movimento, tornaram-se alvos fáceis para aqueles que querem silenciar as suas vozes. Na Colômbia e no México, por exemplo, as medidas de proteção policial foram reduzidas.

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