Amnistia Internacional defende responsabilização dos governos pela morte de médicos durante pandemia

A organização de defesa dos direitos humanos defende que países devem ser responsabilizados pelas mortes de médicos e enfermeiros contaminados com Covid-19.

A Amnistia Internacional analisou a situação em 63 países do mundo e está preocupada com os números.

Desde o aparecimento em todo o mundo os profissionais de saúde falaram do medo que sentem e da falta de equipamentos de proteção.

As maiores queixas ouviram-se nos Estados Unidos. Como é que a maior economia do mundo não dispunha de material suficiente para proteger todos?

Segundo a amnistia, os Estados Unidos são um dos países onde mais profissionais morreram.

A Rússia será o país que mais pessoal essencial perdeu, estão contadas 545 mortes. A seguir vem o Reino Unidos com 540 e os Estados Unidos com 507.

A organização de defesa dos direitos humanos acredita que os valores são bem mais altos por causa da falta de notificações. Por exemplo, a França, que tem 27 mortos, reuniu dados de apenas alguns hospitais e centros de saúde...

Os profissionais de saúde de praticamente todos os países examinados relataram escassez grave de equipamentos de proteção individual. Isso inclui países que ainda podem não ter passado o pior da pandemia, como Índia, México, Brasil e vários países de África.

Um médico que trabalha na Cidade do México disse à Amnistia Internacional que os médicos gastam cerca de 12% dos ordenados mensais na compra dos próprios equipamentos porque os estados não os fornece.

No relatório, hoje divulgado, a organização documentou também casos em que os profissionais de saúde que levantaram questões de segurança no contexto da resposta à Covid-19 e enfrentaram retaliações, desde prisão, ameaças e demissão.

Isso aconteceu no Egito onde 9 profissionais de saúde estiveram presos entre março e junho acusados de espalharem noticias falsas. Na verdade o que fizeram foi criticar a forma como o governo egípcio geriu o aparecimento da pandemia.

Nos Estados Unidos uma enfermeira foi despedida depois te ter lido, nas redes sociais, uma petição a pedir mais equipamentos de proteção pessoal.

A organização argumenta que os profissionais na linha de frente são os primeiros a saber se as políticas dos governos estão a funcionar e as autoridades que os silenciam não podem afirmar seriamente que a saúde pública é para eles uma prioridade.

A Amnistia acusa ainda os estados de não terem protegido os funcionários essenciais que em países como o Paquistão, Índia, Iémen e Reino Unido foram atacados pelos que não acreditam no novo coronavírus.

A organização termina o relatório com algumas recomendações dirigidas aos governos. Os países devem reconhecer a Covid-19 como uma doença profissional e os trabalhadores de saúde devem ter direito a compensações e todos os tratamentos necessários. Os Estados devem assegurar a existência de material de proteção adequados para todos. Os sistemas de justiça devem investigar de forma exaustiva os ataques contra os profissionais de saúde.

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