"Cimeira verdadeiramente histórica." Biden culpa Rússia pela subida de preços de alimentos e combustíveis

A guerra na Ucrânia já matou mais de quatro mil civis. Siga ao minuto na TSF o 127.º dia de conflito.

PorTSF
© EPA

Putin acusa Aliança de estar presa à Guerra Fria e mantém objetivos na Ucrânia

O Presidente russo, Vladimir Putin, condenou esta quinta-feira uma NATO presa "à Guerra Fria" e assegurou que "nada mudou" quanto aos planos militares russos na Ucrânia, após o chefe aliado Jens Stoltenberg ter exigido que "ponha imediatamente termo" à guerra.

"A NATO é um rudimento de uma época passada, da Guerra Fria. A esse respeito, sempre nos disseram que tinha mudado, que agora era mais uma união política, mas todos procuravam motivos e possibilidades para a impor como organização militar", assegurou Putin aos 'media' russos durante a sua visita ao Turquemenistão.

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"Razão pela qual os preços dos alimentos e combustíveis estão altos é Rússia, Rússia, Rússia"

Em todos os momentos, a NATO baseou a sua atuação na "unidade e coesão". Joe Biden afirma: "Putin queria a 'finlandização da NATO', levou com a 'NATOização' da Finlândia", como anteriormente já tinha dito.

"A América está bem posicionada para liderar o mundo como nunca esteve; a economia está excelente; o único problema é o comportamento ultrajante do Tribunal Supremo dos Estados Unidos", afirma Joe Biden na conferência de imprensa final na Cimeira da NATO em Madrid.

O que significa apoiar a NATO o tempo que for necessário? Biden diz que quer dizer isso mesmo e remete para os problemas económicos que a Rússia já está a sentir desde que invadiu a Ucrânia, novamente, em fevereiro.

"A Rússia perdeu todo o seu posicionamento internacional", afirma também o presidente dos EUA.

Quanto tempo podem os condutores de automóveis suportar combustíveis a preço premium? "O tempo que for necessário", porque, na opinião do presidente dos EUA, "a Rússia não pode ganhar".

"A razão pela qual os preços dos alimentos e combustíveis estão altos é Rússia, Rússia, Rússia", acusa Joe Biden.

Joe Biden falou no alargamento da NATO à Finlândia e "Suiça". Corrigiu a gaffe dizendo "estou mesmo ansioso com o alargamento da NATO". Será recado para a neutralidade helvética?

Joe Biden discursa no final da cimeira da NATO

"Todos nós podemos concordar que esta foi uma cimeira da NATO verdadeiramente histórica", afirma o presidente dos EUA.

Joe Biden afirma em Madrid que antes da guerra, avisou Putin que se ele invadisse a Ucrânia, "iria tornar a guerra mais forte. Foi o que aconteceu".

O presidente dos EUA refere-se à Rússia como ameaça e à China como desafio que se "coloca a uma ordem internacional baseada em regras".

O chefe de estado da maior potência da Aliança Atlântica destaca o alargamento da NATO à Suécia e Finlândia, o reforço do investimento militar da NATO em Espanha, na Alemanha, na Polónia, Roménia e nos Bálticos.

Biden anuncia o reforço, a concretizar em dia, da ajuda à Ucrânia em matéria de armamento sofisticado.

Joe Biden falou no alrgamento da NATO à Finlândia e "Suiça". Corrigiu a gaffe dizendo "estou mesmo ansioso com o alargamento da NATO". Será recado para a neutralidade helvética?

"A razão pela qual os preços dos alimentos e combustíveis estão altos é Rússia, Rússia, Rússia", acusa Joe Biden.

Quanto tempo podem os condutores de automóveis suportar combustíveis a preço 'premium'? "O tempo que for necessário", porque, na opinião do presidente dos EUA, "a Rússia não pode ganhar".

"A Rússia perdeu todo o seu posicionamento internacional", afirma o presidente dos EUA.

O que significa apoiar a NATO o tempo que for necessário? Biden diz que quer dizer isso mesmo e remete para os problemas económicos que a Rússia já está a sentir desde que invadiu a Ucrânia, novamente, em fevereiro.

"A América está bem posicionada para liderar o mundo como nunca esteve; a economia está excelente; o único problema é o comportamento ultrajante do Tribunal Supremo dos Estados Unidos", afirma Joe Biden na conferência de imprensa final na Cimeira da NATO em Madrid.

Confiança na justiça turca? "Portugal não tem de apreciar acordos alheios"

Questionado pela TSF sobre se Portugal tem confiança na justiça turca a propósito da assinatura do memorando de entendimento para a adesão da Finlândia e da Suécia à NATO, Costa responde que "quem tem de fazer essa avaliação são os estados que assinaram o acordo com a Turquia, neste caso, a Finlândia e a Suécia".

"O único acordo que temos de ser parte é no acordo de adesão à NATO. Os acordos que a Finlândia e a Suécia assinam com outros países são alheios a Portugal e não temos de os apreciar", explica.

Sobre a missão de prevenção e gestão de crise no flanco sul e em África, Costa diz que segue esses acontecimentos com "atenção". "Portugal participa ativamente com as suas forças destacadas em diversas missões em África", relembra.

O primeiro-ministro sublinha ainda que tem que haver um "esforço" de racionalização das indústrias de Defesa. "Temos que reforçar a capacidade de cooperar uns com os outros e juntar esforços no sentido da inovação. A guerra desenvolve-se de formas várias e a intensidade tecnológica de armamento é cada vez maior", conclui.

Questionado pelos jornalistas, sobre o novo aeroporto de Lisboa, António Costa lembra que tem uma regra de "não comentar assuntos de política nacional fora do território nacional".

O primeiro-ministro diz que "não há exceção à regra", pelo que remete quaisquer declarações para quando regressar em Portugal.

António Costa fala aos jornalistas depois de revogar o despacho do do ministro Pedro Nuno Santos sobre novo aeroporto de Lisboa. Nesta altura, o primeiro-ministro aborda as conclusões da cimeira da NATO.

Sobre a segurança corporativa, Costa destaca "os dois momentos muito interessantes", com uma reunião entre a NATO e a UE, mesmo os estados-membros que não pertencem à NATO.

"UE foi destacada como um parceiro único", acrescenta.

Costa destaca ainda a adesão da Suécia e Finlândia à NATO, depois de a Turquia ter levantado as dúvidas sobre os dois países.

"Uma aceleração com o reforço dos Orçamentos em defesa. No caso concreto de Portugal, vamos antecipar para 2023 de termos 1,6 por cento do PIB afeto à defesa", sublinha.

O primeiro-ministro destaca que, com uma guerra na Europa, é preciso "reforçar a defesa coletiva". "Esta foi um objetivo cumprido, podemos registar mais um marco histórico", diz.

Cargueiro russo com cereais zarpou do porto ucraniano de Berdiansk

Um primeiro cargueiro russo com cereais a bordo, escoltado pela Marinha de Guerra de Moscovo, zarpou com sete mil toneladas de carga do porto ucraniano de Berdiansk, ocupado pelas forças da Rússia.

"Após vários meses de paragem, um primeiro navio da Marinha Mercante partiu do porto comercial de Berdiansk com sete mil toneladas de cereais a bordo com destino a países amigos", disse o chefe da Administração pró russa, Evgueni Balitski através da rede social Telegram.

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Cimeira de Madrid termina esta quinta-feira depois de declarar Rússia a maior ameaça

A cimeira da NATO termina esta quinta-feira em Madrid já com um novo Conceito Estratégico aprovado para a próxima década, no qual declara a Rússia como a maior e mais direta ameaça à segurança da Aliança Atlântica.

Numa cimeira dominada e condicionada pela ofensiva russa à Ucrânia, iniciada em 24 de fevereiro, a agenda do segundo e último dia de trabalhos do encontro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO, na sigla em inglês) termina com uma sessão na qual vários países, como é o caso da anfitriã Espanha, esperam que os 30 chefes de Estado e de Governo olhem para o designado "flanco sul".

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Agência espacial russa Roscosmos alvo de ataque informático

​​​​​​​A agência espacial russa Roscosmos foi esta quinta-feira alvo de um ataque informático, após publicar fotografias de satélite dos "centros de tomada de decisão" do exército ucraniano que a Rússia ameaçou destruir se forem atacados territórios do país.

"Após a publicação de imagens espaciais dos 'centros de toma de decisão' pela Roscosmos, o site da empresa estatal foi alvo de um ataque DDoS", escreveu o chefe do departamento de comunicação da agência espacial russa, Dmitri Strugovets, na sua conta no Telegram.

Segundo o representante da Roscosmos, "ao contrário de março e abril, quando os ataques tiverem origem no estrangeiro, desta vez partiram de Ecaterimburgo", cidade russa situada na parte oriental dos montes Urais.

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Autarquia de Lisboa assegura que refugiados a pernoitar no centro de acolhimento já foram encaminhados

A vereadora dos Direitos Humanos e Sociais na Câmara de Lisboa disse na quarta-feira que os 60 refugiados da Ucrânia que aguardavam resposta de alojamento no centro de acolhimento de emergência já foram encaminhados, existindo agora 14 pessoas no espaço.

"Já não está lá nenhuma destas pessoas que estavam em situação de maior fragilidade ou maior vulnerabilidade", afirmou Laurinda Alves (independente eleita pela coligação Novos Tempos (PSD/CDS-PP/MPT/PPM/Aliança), respondendo a questões da vereadora do PS Inês Drummond, na reunião pública da câmara, sobre os 60 refugiados que pernoitavam há um mês no centro de acolhimento de emergência, quando se prevê que fiquem no máximo 72 horas.

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Ucrânia corta relações com Síria após reconhecimento de repúblicas separatistas

O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky anunciou quarta-feira o corte de relações diplomáticas com a Síria, após o regime de Damasco reconhecer a independência das repúblicas separatistas pró-russas de Donetsk e Lugansk, apoiadas por Moscovo desde 2014.

"Não existirão mais relações entre a Ucrânia e a Síria", garantiu Zelensky num vídeo divulgado no Telegram, onde afirmou também que "a pressão para sanções" contra Damasco, aliado da Rússia, "será ainda maior".

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Rússia cometeu um "claro crime guerra" contra teatro de Mariupol, diz Amnistia Internacional

Uma extensa investigação da Amnistia Internacional (AI) conclui que as forças militares russas cometeram um "claro crime de guerra" quando atacaram o teatro da cidade ucraniana de Mariupol em março, matando cerca de cerca de 600 pessoas.

"Após meses de investigação rigorosa, análise de imagens de satélite e entrevistas com dezenas de testemunhas, concluímos que o ataque foi um claro crime de guerra cometido pelas forças russas", disse a secretária-geral da AI, Agnès Callamard.

"Muitas pessoas ficaram feridas ou perderam a vida neste ataque implacável. É provável que as suas mortes tenham sido causadas pelo ataque deliberado de civis ucranianos pelas forças russas", salientou.

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Putin diz que adesão de Finlândia e Suécia à NATO "não é problema" para a Rússia

A Rússia não vê "nenhum problema" com a adesão da Finlândia e da Suécia à NATO, afirmou esta quarta-feira o Presidente russo, Vladimir Putin.

"Não temos problemas com a Suécia e a Finlândia, como temos com a Ucrânia", disse Putin em conferência de imprensa em Asgabate, capital do Turcomenistão.

"Não temos disputas territoriais (...), não há nada que nos possa incomodar do ponto de vista de adesão da Suécia e da Finlândia à NATO", assegurou.

Para Putin, a Finlândia e a Suécia "podem se juntar onde quiserem".

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