Bandeira da UE no Parlamento ucraniano. Hungria opõe-se a novas sanções à Rússia

A guerra na Ucrânia causou a fuga de mais de oito milhões de pessoas e matou mais de quatro mil civis. Siga ao minuto o 128.º dia de conflito.

PorTSF
© Oleksandr Gimanov/AFP

Ucrânia apresenta relatório no Tribunal Internacional contra acusações da Rússia

A Ucrânia apresentou esta sexta-feira no Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), o principal órgão judicial das Nações Unidas, o seu relatório no processo contra as alegações de genocídio feitas pela Rússia.

No documento, a Ucrânia argumentou que a Rússia utilizou a "mentira ofensiva" de que Kiev tinha cometido genocídio contra o seu próprio povo, no Donbass, para violar a soberania ucraniana, ao reconhecer as repúblicas separatistas pró-russas de Donetsk e Luhansk e para desencadear uma "onda brutal de agressão", com a invasão do país, em 24 de fevereiro.

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Preços de bens e serviços agrícolas na UE sobem 9,6% no 1.º trimestre

Os preços de bens e serviços agrícolas na União Europeia (UE) aumentaram 9,5% no primeiro trimestre do ano, face ao anterior, devido à guerra na Ucrânia, com Portugal a apresentar a segunda menor subida nos insumos (6,2%).

No primeiro trimestre de 2022, o preço médio dos bens e serviços atualmente consumidos na agricultura (ou seja, insumos não relacionados com o investimento) aumentou 9,5% em comparação com o quarto trimestre de 2021, sustentado por fortes aumentos nos fertilizantes e corretivos do solo (21,2%), energia e lubrificantes (17,4%) e alimentos para animais (9,2%).

De acordo com dados divulgados esta sexta-feira pelo Eurostat, por outro lado, o preço médio dos bens agrícolas como um todo (produção) aumentou 6,0% na UE entre o quarto trimestre de 2021 e o primeiro de 2022.

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Hungria opõe-se a novas sanções e recusa parar compras de gás russo

A Hungria irá vetar novas sanções da União Europeia (UE) contra a Rússia e recusa-se a parar as importações de gás russo, depois de ter cedido no petróleo, anunciou esta sexta-feira o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán.

A UE já adotou seis pacotes de sanções contra Moscovo desde a invasão da Ucrânia, em 24 de fevereiro, e o mais recente inclui a proibição das importações de petróleo até ao final deste ano, sendo que a Hungria e outros Estados-membros mais dependentes beneficiam de um prazo mais alargado.

"A Hungria opor-se-á à adoção de um novo pacote de sanções [da UE], ainda mais se planearem incluir sanções relacionadas com o gás", disse Orbán na sua conversa regular de sexta-feira na rádio pública Kossuth, citado pela agência espanhola EFE.

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Pelo menos 343 crianças morreram na sequência da invasão russa

​​​​​​​A invasão da Ucrânia pelas forças russas provocou a morte de pelo menos 343 crianças em todo o país e 635 sofreram ferimentos de vária ordem, avançou esta sexta-feira a Procuradoria-Geral da Ucrânia citada pela agência Ukrinform.

"Mais de 978 crianças da Ucrânia foram afetadas na sequência da agressão armada de grande escala por parte da Federação Russa. De acordo com informação oficial, 343 crianças morreram e 635 ficaram feridas", indica o relatório divulgado esta sexta-feira pelas autoridades judiciais de Kiev.

A maioria das vítimas (mortos e feridos) é da região de Donetsk, no leste do país, onde se contabilizam 339, e de Kharkiv, que inclui a segunda cidade do país, onde os ataques afetaram 185 menores de idade.

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Pelo menos 343 crianças morreram na sequência da invasão russa

A invasão da Ucrânia pelas forças russas provocou a morte de pelo menos 343 crianças em todo o país e 635 sofreram ferimentos de vária ordem, avançou esta sexta-feira a Procuradoria-Geral da Ucrânia citada pela agência Ukrinform.

O relatório divulgado pelas autoridades judiciais de Kiev indica que mais de 978 crianças ucranianas foram afetadas depois do ataque da Federação Russa. "De acordo com informação oficial, 343 crianças morreram e 635 ficaram feridas", pode ler-se no comunicado.

A maioria das vítimas (mortos e feridos) é da região de Donetsk, no leste do país, onde se contabilizam 339, e de Kharkiv, que inclui a segunda cidade do país, onde os ataques afetaram 185 menores de idade.

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Sobe para 18 o número de mortos em ataque com mísseis em Odessa

Pelo menos 18 pessoas morreram, incluindo duas crianças, e 30 ficaram feridas após dois ataques russos, nesta sexta-feira, na região ucraniana de Odessa.

Poucas horas depois do fim da reunião da NATO, um míssil atingiu um prédio residencial na região de Odessa, no sul da Ucrânia. Outro ataque atingiu um centro de recreação.

"Aconteceu o pior cenário possível e dois aviões estratégicos chegaram à região de Odessa", disse o porta-voz da administração regional de Odessa, Sergei Bratchuk, detalhando que os aviões dispararam mísseis "muito pesados e muito potentes". "Um míssil atingiu um prédio residencial de nove andares e outro míssil atingiu um centro de recreação", acrescentou.

"Num prédio de apartamentos, todos os nove andares de um setor foram completamente destruídos. As equipas de resgate forneceram assistência médica a sete feridos, incluindo três crianças", disse Bratchuk.

Os ataques aconteram um dia após a retirada das forças russas da Ilha das Serpentes, perto da costa de Odessa.

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Bruxelas pede a Kiev para acelerar luta contra a corrupção

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, pediu esta sexta-feira à Ucrânia para acelerar a luta contra a corrupção, garantindo ainda o apoio da União Europeia no "longo caminho" para a adesão ao bloco.

Numa intervenção no parlamento ucraniano por videoconferência, Von der Leyen saudou as reformas já adotadas para a criação de "uma impressionante máquina anticorrupção", sublinhando que estas "precisam de meios de ação e de boas pessoas em postos de responsabilidade".

"Convém que o novo chefe da Procuradoria Anticorrupção e o novo diretor do serviço nacional anticorrupção da Ucrânia sejam nomeados o mais rapidamente possível", salientou ainda, defendendo também um procedimento legislativo de seleção dos juízes do Tribunal Constitucional.

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Forças pró russas reclamam grande ofensiva contra Lysychansk

As forças russas intensificaram a ofensiva militar contra a cidade de Lysychansk, o último reduto ucraniano na região oriental de Lugansk, com ofensivas "em quatro direções", disse o representante da Rússia da autoproclamada república popular.

"A maioria das localidades situadas nos arredores de Lysychansk encontram-se sob o controlo das tropas da república popular de Lugansk (RPL) e da Rússia", escreveu Ródio Miroshnik nas redes sociais.

O mesmo representante da RPL indicou ainda que a ofensiva contra a cidade está a decorrer em quatro frentes.

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Sobe para 17 número de mortos em ataque com mísseis na região de Odessa

Pelo menos 17 pessoas morreram e 30 ficaram feridas num ataque com mísseis a 80 quilómetros de Odessa, anunciaram esta sexta-feira os serviços de emergência ucranianos.

"Um avião estratégico realizou um ataque com mísseis na região de Odessa, a partir do mar Negro", às 06h00 (04h00 em Lisboa), de acordo com um comunicado, citado pela agência de notícias ucraniana Ukrinform.

"Um míssil atingiu um edifício residencial de nove andares" na região de Bilgorod-Dniester, a cerca de 80 quilómetros a sul de Odessa, causando 14 mortos e 30 feridos, incluindo três crianças, referiram os serviços de emergência.

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Zelensky diz que Kiev começou a exportar eletricidade para a UE

A Ucrânia começou a exportar eletricidade "de maneira significativa" para a UE, através da Roménia, anunciou o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

"Foi dado um passo importante na nossa aproximação à União Europeia" na quinta-feira, disse, na quinta-feira à noite, o líder da Ucrânia, país que recebeu na semana passada o estatuto de candidato à adesão à UE, aprovado pelos 27 Estados-membros.

"Este é apenas um primeiro passo", sublinhou Zelensky, no habitual discurso, em vídeo, à população ucraniana.

"Estamos a preparar-nos para aumentar as exportações", acrescentou.

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Departamento do Tesouro dos EUA bloqueia fundo de oligarca russo

O Departamento do Tesouro anunciou quinta-feira que bloqueou um fundo de mil milhões de dólares, baseado no Estado do Delaware, ligado ao oligarca russo Suleiman Abusaidovich Kerimov, já objeto de sanções.

A decisão segue-se à apreensão no início deste mês de um superiate deste oligarca, avaliado em 325 milhões de dólares, designado Amadia.

Um inquérito apurou que "Kerimov utilizou uma série complexa de estruturas legais e testas de ferro para dissimular os seus interesses no Heritage Trust".

Cidades e regiões europeias criam Aliança para a reconstrução da Ucrânia

O Comité Europeu das Regiões e as associações representativas das cidades e regiões europeias apresentaram na quinta-feira a Aliança Europeia das Cidades e Regiões para a Reconstrução da Ucrânia.

O objetivo desta união é ajudar as autoridades locais e regionais ucranianas a reconstruir habitações, escolas, infraestruturas e serviços destruídos pela Rússia desde que este país invadiu o país vizinho, em 24 de fevereiro, afirmou o Comité das Regiões (CdR), em comunicado.

"O Comité das Regiões está lado a lado com os nossos amigos ucranianos (...) Apelamos a todas as cidades e regiões da União Europeia (EU) para que se unam e demonstrem solidariedade europeia com ações concretas", disse o presidente da instituição, Vasco Alves Cordeiro.

Abrimos este liveblog para acompanhar os acontecimentos do 128.º dia da guerra na Ucrânia. Pode ler o essencial das últimas 24 horas aqui.

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