Exército ucraniano anuncia retirada das suas forças de Lysychansk

A guerra na Ucrânia causou a fuga de mais de oito milhões de pessoas. Siga na TSF o 130.º dia de conflito.

PorTSF
© AFP (arquivo)

Exército ucraniano anuncia retirada das suas forças de Lysychansk

"Depois de intensos combates por Lysychansk, as Forças Armadas da Ucrânia viram-se obrigadas a retirarem-se das suas posições e linhas ocupadas", afirmou hoje o Estado Maior das Forças Armadas, na sua conta na rede social Facebook.

Segundo o comunicado, a continuação dos combates pela defesa da cidade teria "consequências fatais", face à vincada superioridade das forças ocupantes, quer em termos de artilharia, meios aéreos, sistemas de lançamento de mísseis, munições e pessoal.

"Para preservar a vida dos defensores ucranianos, tomou-se a decisão de se retirarem", acrescentou.

A "vontade e o patriotismo não são suficientes para o êxito" no combate com o exército russo, sendo necessários "recursos materiais e técnicos", realçou o Estado Maior das Forças Armadas, num apelo indireto ao Ocidente para acelerar o fornecimento de armas a Kiev.

Numa conferência de imprensa com o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, tinha recusado a ideia de que Lysychansk estava sob controlo russo, assegurando que os combates continuavam na periferia da cidade, já depois de Moscovo ter anunciado a captura da cidade.

No entanto, na mesma declaração, Zelensky admitia que havia sérios riscos de a região de Lugansk ficar completamente controlada por forças russas e que Lisichansk era o "ponto fraco" da defesa ucraniana.

Zelensky nega que tropas russas tenham conquistado Lysychansk

O presidente uicraniano, Volodymyr Zelensky, negou este domingo que as tropas russas tenham capturado a cidade estratégica de Lysychansk.

"Não podemis dizer hoje que Lysychansk está sob controlo [russo]. Há combates nos arredores", disse Zelensky numa entrevista à margem do encontro com o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese.

O presidente ucraniano alertou, no entanto, para o risco de a regiaão de Lugansk, onde se localiza a maior cidade que ainda continuava nas mãos dos ucranianos, possa ser "completamente ocupada" por Moscovo.

Ataques em Sloviansk causaram pelo menos seis mortos

Os múltiplos bombardeamentos que Sloviansk, no leste da Ucrânia, sofreu este domingo causaram pelo menos seis mortos e 15 feridos, afirmou fonte de autoridades locais ucranianas.

A porta-voz para a região de Donetsk (da qual Sloviansk faz parte), Tetiana Ignatchenko, afirmou hoje ao canal televisivo Suspilne que os ataques sofridos causaram "seis mortos e 15 feridos", reiterando o apelo das autoridades para que os residentes abandonem aquela localidade.

Sloviansk fica apenas a alguns quilómetros da linha da frente dos combates entre forças russas e ucranianas.

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Rússia diz que abateu três mísseis ucranianos lançados contra cidade russa

O exército russo afirmou ter abatido este domingo de madrugada três mísseis ucranianos lançados contra a cidade de Belgorod, perto da Ucrânia, onde um responsável local anunciou a morte de pelo menos quatro pessoas após explosões.

"As defesas antiaéreas russas abateram os três mísseis Totchka-U lançados pelos nacionalistas ucranianos contra Belgorod", declarou o porta-voz do Ministério da Defesa russo, Igor Konachenkov, durante o briefing diário.

"Após a destruição dos mísseis ucranianos, os destroços de um deles caíram sobre uma casa da cidade", acrescentou.

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Exército ucraniano ataca base militar russa na cidade de Melitopol

O exército ucraniano "neutralizou" durante a madrugada deste domingo uma base militar russa em Melitopol, cidade no sul da Ucrânia controlada pelas forças russas, anunciou o seu presidente de Câmara no exílio.

"Hoje as forças militares ucranianas desmantelaram uma das bases militares russas" na cidade, disse Ivan Fedorov num vídeo publicado na rede social Telegram.

O responsável adiantou que "às 03h00 e às 05h00, 30 ataques atingiram exclusivamente a base militar", acrescentou, especificando que "a cidade de Melitopol está coberta de fumo" e tal facto "dura há várias horas porque um depósito de combustível que estava na base se incendiou".

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Zelensky diz que há mais de 2600 cidades e vilas ocupadas pelos russos na Ucrânia

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou, este domingo, que há mais de 2600 cidades e vilas ocupadas pelos russos na Ucrânia, adiantando que, desde que começou o conflito, Kiev já conseguiu recuperar mil lugares.

"O território de dez regiões foi afetado por combates desde 24 de fevereiro. Durante esse período conseguimos libertar 1027 cidades e aldeias, mas outras 2610 ainda estão sob ocupação russa. A maioria delas precisa de ser reconstruída, centenas delas foram completamente destruídas pelo exército russo. Na verdade, elas precisam de ser reconstruídas do zero", disse.

Zelensky sublinha que centenas de lugares foram "completamente destruídos pelo exército russo", pelo que é preciso um esforço de reconstrução.

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Rússia anuncia controlo total de Lugansk

O ministro da Defesa russo Serguei Shoigu afirmou este domingo que as forças russas controlam toda a região ucraniana de Lugansk, no Donbass, depois de conquistada a cidade-chave de Lysychansk, alvo de combates intensos nos últimos dias, adiantou a AFP.

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Pelo menos três pessoas morreram após explosões em Belgorod

Três pessoas morreram após uma série de "fortes explosões na cidade de Belgorod, na fronteira entre a Rússia e a Ucrânia.

"Estamos atualmente a tentar estabelecer as circunstâncias do incidente. As defesas antiaéreas estavam em funcionamento", disse o governador Vyacheslav Gladkov na rede social Telegram, acrescentando que 11 prédios residenciais e 39 casas ficaram danificados.

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Rússia ataca Mykolaiv com dez mísseis a partir da ocupada Kherson

As forças russas dispararam este sábado dez mísseis de alta precisão contra instalações portuárias e outras infraestruturas industriais de Mykolaiv, com os ataques a terem origem na região ocupada de Kherson, afirmou o Comando Sul das tropas ucranianas.

"Ao amanhecer, o inimigo dirigiu contra Mykolaiv dez mísseis do tipo Onix [um dos mais modernos projéteis de alta precisão das forças russas], disparados a partir do complexo de mísseis na região ocupada de Kherson", referiu a mesma fonte.

Segundo o Comando Sul, Moscovo atacou "instalações portuárias e outras infraestruturas industriais da cidade e registaram-se impactos em terrenos agrícolas nas redondezas".

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Exército ucraniano nega cerco russo a Lisichansk, no Donbass

Violentos combates decorreram este sábado em Lisichansk, cidade no leste da Ucrânia, onde ucranianos e russos lutam pelo controlo do Donbass, que os separatistas pró-russos dizem ter cercado completamente, mas que o exército ucraniano desmente.

"Os combates decorrem em redor de Lisichansk. Felizmente, a cidade não está cercada e está sob controlo do exército ucraniano", disse em declarações a um canal de televisão o porta-voz da Guarda Nacional da Ucrânia, Rouslan Mouzytchouk.

Os separatistas apoiados por Moscovo afirmaram pouco antes ter cercado "totalmente" Lisichansk.

"Hoje, graças aos esforços conjuntos da milícia popular da república popular de Lugansk e das Forças Armadas da Federação Russa, ocuparam-se os últimos lugares estrategicamente importantes, o que nos permite dizer que a cidade de Lisichansk está completamente rodeada", assegurou hoje Andrei Marochko, porta-voz da milícia separatista, às agências russas Interfax e TASS.

Mais de 10 mil residentes de Mariupol estão presos em Donetsk

A Câmara Municipal de Mariupol, na Ucrânia, denunciou este sábado que há mais de dez mil residentes daquela cidade tomada pelas forças russas que estão presos na autoproclamada República Popular de Donetsk.

"Civis pacíficos foram detidos pelos ocupantes e enviados para locais de detenção. Há conhecimento de quatro destas prisões: duas em Olenivka, o centro de detenção de Donetsk e de Makiivka", afirmaram as autoridades locais numa mensagem na rede social Telegram e divulgada pelas agências Ukrinform e Unian.

A mesma fonte referiu que os reclusos estão "em condições terríveis e inumanas, como num campo de concentração, presos em celas estreitas de dois por três metros com dez pessoas".

De acordo com a Câmara de Mariupol, os detidos apenas recebem água e comida e não têm saídas ao exterior nem acesso a cuidados médicos.

"São submetidos a diversas formas de tortura, desde psicológica a física", frisou.

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Regulador de energia pede que alemães se preparem para possível escassez de gás

O presidente da agência reguladora de energia da Alemanha pediu este sábado aos moradores que economizem energia e se preparem para o inverno, quando o uso aumenta, por temer que a Rússia possa cortar o fornecimento de gás natural.

O presidente da Agência Federal de Redes, Klaus Mueller, pediu aos proprietários de casas e apartamentos que verifiquem e ajustem as suas caldeiras a gás e radiadores para maximizar a sua eficiência.

"A manutenção pode reduzir o consumo de gás em 10% a 15%", disse Klaus Mueller, em declarações ao jornal alemão Funke Mediengruppe.

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Forças pró-russas anunciam cerco total a cidade de Lysychansk

As forças pró-russas rodearam completamente a cidade de Lysychansk, na região oriental de Lugansk, após ocuparem todas as localidades importantes ao redor da localidade, assegurou este sábado Andrei Marochko, porta-voz da milícia separatista.

"Hoje, graças aos esforços conjuntos da milícia popular da república popular de Lugansk e das Forças Armadas da Federação Russa, ocuparam-se os últimos lugares estrategicamente importantes, o que nos permite dizer que a cidade de Lysychansk está completamente rodeada", disse às agências russas Interfax e TASS.

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Zelensky diz que ataque da Rússia é contra "valores comuns" da Europa

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, reiterou este sábado, em mensagens nas redes sociais, que a Europa deve responder unida à agressão russa contra a Ucrânia, porque ataca valores comuns.

"A agressão russa contra a Ucrânia é uma agressão contra toda a Europa unida, contra cada um de nós, contra os nossos valores comuns. E a nossa resposta deve ser unitária", escreveu Zelensky numa mensagem que acompanha imagens da destruição deixada pela guerra no país.

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Kiev pede a Ancara que trave navio russo na costa turca

A Embaixada da Ucrânia em Ancara pediu hoje à Turquia que travasse um navio russo que chegou perto da Turquia no mar Negro proveniente do porto ucraniano de Berdiansk, sob ocupação russa.

A embarcação Zhibek Zholy, um cargueiro de 140 metros de cumprimento com a bandeira da Rússia, ancorou a cerca de um quilómetro do porto de Karasu, na costa turca a leste de Istambul, de acordo com o 'site' Marine Traffic, que monitoriza as movimentações dos barcos.

"O Zhibek Zholy de Berdansk ocupado entrou no porto de Karasu. A pedido do procurador ucraniano, pedimos ao lado turco que tomasse as medidas necessárias", adiantou o embaixador Vasyl Bodnar no Twitter.

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Gazprom baixa exportações e UE prepara-se para viver sem energia russa

A Gazprom exportou no primeiro semestre menos 31% de gás do que no mesmo período do ano passado para os países fora do espaço da pós-soviética Comunidade de Estados Independentes (CEI).

As exportações para fora da CEI ficaram-se pelos 68,9 mil milhões de metros cúbicos (mmmc), menos 31 mmmc, segundo um comunicado da Gazprom.

Entretanto, a Comissão Europeia está a preparar um plano de emergência para ajudar os Estados membros a viverem sem a energia russa, no seguimento da invasão russa da Ucrânia.

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Ucrânia apresenta relatório no Tribunal Internacional contra acusações da Rússia

Ucrânia apresentou esta sexta-feira no Tribunal Internacional de Justiça (TIJ), o principal órgão judicial das Nações Unidas, o seu relatório no processo contra as alegações de genocídio feitas pela Rússia.

No documento, a Ucrânia argumentou que a Rússia utilizou a "mentira ofensiva" de que Kiev tinha cometido genocídio contra o seu próprio povo, no Donbass, para violar a soberania ucraniana, ao reconhecer as repúblicas separatistas pró-russas de Donetsk e Luhansk e para desencadear uma "onda brutal de agressão", com a invasão do país, em 24 de fevereiro.

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Abrimos este liveblog para acompanhar os acontecimentos do 129.º dia da guerra na Ucrânia. Pode ler o essencial das últimas 24 horas aqui.

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