EUA retomam contactos militares com Rússia. Alimentos podem ficar ainda mais caros

A invasão da Ucrânia provocou um número de desalojados forçados em todo o mundo de mais de 100 milhões de pessoas. Siga ao minuto na TSF.

PorTSF
© Alessandro Guerra/EPA

Primeira-dama ucraniana fala na OMS e Moscovo denuncia "politização"

A primeira-dama ucraniana, Olena Zelenska, denunciou esta segunda-feira junto da Organização Mundial de Saúde (OMS) os "horrores" causados pelas forças russas na Ucrânia, enquanto Moscovo denunciou uma "politização" desta organização.

A guerra da Rússia "mostrou horrores que não poderíamos imaginar", disse Zelenska perante a Assembleia Mundial da Saúde, que reúne todos os Estados-membros da OMS.

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Governo disponível para doar medicamentos e produtos médicos à Ucrânia

A ministra da Saúde afirmou esta segunda-feira, em Genebra, a disponibilidade do Governo para prosseguir com a doação de medicamentos e produtos médicos à Ucrânia, assim como para Portugal acolher doentes e refugiados da invasão russa.

"O Governo português continuará a prestar assistência e apoio ao povo ucraniano, nomeadamente, através do donativo de medicamentos e produtos médicos e acolhimento de doentes e refugiados", refere um comunicado do gabinete de Marta Temido, que participou na abertura 75.ª Assembleia Anual da Organização Mundial de Saúde (OMS) que está a decorrer na Suíça.

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EUA retomam contactos militares com Rússia para evitar escalada

O chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, general Mark Milley, disse hoje que o seu país retomou contactos com a Rússia, no campo militar, para evitar uma escalada entre os dois países.

Milley fez a revelação durante uma conferência de imprensa conjunta com o secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin, após uma reunião virtual com autoridades de 47 países aliados, para discutir a assistência militar à Ucrânia.

O general explicou que tanto ele como o chefe do Pentágono estão focados em controlar riscos e em evitar uma possível escalada com a Rússia, nomeadamente através da retoma de "comunicações a nível militar", incluindo telefonemas com altos responsáveis militares russos.

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Turquia quer passos concretos para aceitar Suécia e Finlândia na NATO

O Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, fez hoje depender o levantamento do seu veto à adesão da Suécia e da Finlândia à NATO de medidas concretas, mas sem as especificar.

"Queremos ver passos concretos em vez de declarações diplomáticas inconclusivas", disse Erdogan durante uma visita ao estaleiro naval Golcuk, na Turquia ocidental, citado pela agência espanhola EFE.

Sem especificar que medidas espera da Suécia e da Finlândia para aprovar a sua adesão à Aliança Atlântica, Erdogan acusou novamente os dois países de apoiarem as milícias curdas Unidades de Proteção Popular (YPG), que atuam no norte da Síria.

Starbucks sai definitivamente da Rússia

A Starbucks anunciou que vai sair, definitivamente, da Rússia, depois de ter fechado temporariamente os seus 130 cafés naquele país, mas vai manter o pagamento do salário de cerca de 2.000 trabalhadores por seis meses.

Navalny diz que Putin é um "louco malvado" com armas nucleares e veto na ONU

O líder de oposição russa, Alexei Navalny, chamou ao Presidente da Rússia, Vladimir Putin, "louco malvado" com armas nucleares e direito de veto na ONU, num artigo publicado esta segunda-feira na revista norte-americana Time.

"Os líderes mundiais falaram hipocritamente durante anos sobre o pragmatismo e as vantagens do comércio internacional. Assim, posicionaram-se para beneficiar do petróleo e gás russos, enquanto o domínio de Putin se foi tornando cada vez maior", disse Navalny no artigo.

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Mais de 100 milhões de pessoas ficaram desalojadas por causa da guerra

A invasão russa da Ucrânia provocou um número de desalojados forçados em todo o mundo de mais de 100 milhões de pessoas. É a primeira vez que acontece, de acordo com o que revelou a Organização das Nações Unidas esta segunda-feira.

"O número de pessoas forçadas a fugir do conflito, da violência, das violações dos direitos humanos e da violência ultrapassou agora, pela primeira vez na História, a impressionante marca de 100 milhões, provocada pela guerra na Ucrânia e outros conflitos mortais", explica o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados.

A situação "alarmante" deve levar o mundo a acabar com os conflitos que forçam este número máximo de pessoas que fogem e deixam as suas casas, considera o alto comissariado em comunicado.

Crise alimentar pode piorar nos próximos meses caso continue bloqueio a exportações da Ucrânia

Os alimentos vão ficar ainda mais caros nos próximos meses, caso continue o bloqueio do escoamento marítimo de cereais da Ucrânia, alertaram especialistas e governantes no Fórum Económico Mundial, em Davos.

Segundo o chefe do Programa Alimentar Mundial (PAM), David Beasley, se os carregamentos dos cereais e de outros produtos agrícolas não forem retomados a partir do porto de Odessa na Ucrânia, "estaremos perante um problema complexo porque os armazéns podem estar cheios, mas sem navios para os transportar poderemos assistir a situações de fome em todo o mundo", previu.

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Lukashenko pede a Guterres e à ONU que impeçam guerra mundial

O Presidente da Bielorrússia, Alexander Lukashenko, enviou uma carta ao secretário-geral da ONU, António Guterres, na qual apelou à união da comunidade internacional para evitar que o conflito na Ucrânia conduza a uma nova guerra mundial, foi divulgado esta segunda-feira.

"A Bielorrússia exorta os países do mundo a unirem-se para evitar que o conflito regional na Europa se transforme numa guerra mundial em larga escala", escreveu Lukashenko na missiva, citada pela agência de notícias estatal Belta.

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Rússia retira candidatura de Moscovo à Expo 2030

​​​​​​​A Rússia retirou esta segunda-feira a candidatura de Moscovo à Exposição Mundial de 2030, em que um dos concorrentes é a cidade ucraniana de Odessa, alegando que será prejudicada pela "campanha antirrussa" do Ocidente.

Em comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros russo disse que a candidatura de Moscovo à Expo 2030 "não pode esperar uma avaliação justa e imparcial" face às de Odessa, Roma (Itália), Riade (Arábia Saudita) e Pusan (Coreia do Sul).

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Exposição sobre crimes de guerra da Rússia inaugurada em Davos

A Ucrânia inaugurou esta segunda-feira na cidade suíça de Davos, onde decorre a reunião anual do Fórum Económico Mundial, uma exposição dedicada aos crimes de guerra da Rússia após a invasão da Ucrânia, segundo a agência de notícias Efe.

A "Casa dos Crimes da Rússia" é uma exposição de fotos, mapas, vídeos e depoimentos das vítimas civis dos ataques russos - tanto testemunhas, quanto sobreviventes - e foi instalada no mesmo local que foi por muitos anos a "Casa da Rússia", um espaço de promoção económica financiado por empresas russas e onde também se realizavam festas e 'cocktails'.

"A nossa intenção é transmitir a verdade sobre os crimes cometidos pela Rússia na Ucrânia porque em muitos países as informações são recebidas através de notícias ou das redes sociais, mas estamos aqui para expor a verdade de dentro, da nossa experiência em primeira mão", disse à Efe Lyudmila Denisova, procuradora ucraniana que participou na abertura da exposição.

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Advogado de militar russo condenado a prisão perpétua anuncia recurso

O advogado do militar russo Vadim Chichimarine, julgado na Ucrânia por crimes de guerra e condenado esta segunda-feira a prisão perpétua por ter matado um civil ucraniano desarmado, anunciou que vai recorrer da sentença.

"É a sentença mais severa e qualquer pessoa sensata apresentaria um recurso", disse o advogado do militar, Viktor Ovsiannikov. "Vou pedir que o veredicto seja anulado", disse o causídico, citado pelas agências internacionais.

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"Nunca tive tanta vergonha do meu país." Conselheiro da Rússia na ONU demite-se

Boris Bondarev, o conselheiro da Rússia nas Nações Unidas, em Genebra, demitiu-se, avança a ONU. O russo, que trabalha para o Kremlin há 20 anos, disse que nunca teve "tanta vergonha do seu país como tem desde 24 de fevereiro" e descreve a invasão da Ucrânia como "o crime mais grave contra o povo da Rússia".

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Portugal atribuiu mais de 38 mil proteções temporárias a refugiados ucranianos

Portugal atribuiu até esta segunda-feira mais de 38.000 proteções temporárias a pessoas que fugiram da guerra na Ucrânia, dos quais cerca de um terço foram a menores, segundo a última atualização feita pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF).

Numa nota de balanço, o SEF precisa que, desde o início da guerra a 24 de fevereiro, concedeu 38.278 proteções temporárias a cidadãos ucranianos e a estrangeiros que residiam na Ucrânia, 25.026 dos quais a mulheres e 13.252 homens.

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Autoridades ucranianas recuperam 150 corpos de escombros em Kharkiv

Os corpos de 150 pessoas foram recuperados dos escombros de 98 locais na região de Kharkiv, no leste da Ucrânia, uma das zonas mais bombardeadas pelas forças russas desde o início da invasão, indicaram esta segunda-feira as autoridades locais.

Os corpos foram recuperados por equipas de resgate do serviço estatal de emergências de Kharkiv, após completarem a limpeza dos escombros dos locais atingidos pelos bombardeamentos russos, segundo as agências ucranianas, que citam fontes locais.

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"Momento histórico em que vamos determinar se a força bruta vai dominar o mundo." Zelensky pede "sanções máximas" para a Rússia

Zelensky afirma, num discurso por videoconferência em Davos, que este é o "momento histórico" em que se vai decidir se a "força bruta vai dominar o mundo".

"Estamos no momento histórico em que vamos determinar se a força bruta vai dominar o mundo", diz, acusando a Rússia de se tornar um "país de criminosos de guerra" que "inspira outros potenciais agressores".

Referindo-se a 1938, Zelensky refere que "a História lembra-se de quanto mal uma pessoa pode causar se não for devidamente combatida".

O Presidente ucraniano diz que a Ucrânia "tem empurrado o agressor para fora" das suas fronteiras e volta a pedir "sanções máximas" para a Rússia.

"Todos os bancos russos devem ser sancionados. Não deve haver qualquer comércio com a Rússia. Deve aproveitar-se para criar um novo precedente para a pressão que pode ser aplicada através de sanções", defende, sublinhando que se as sanções tivessem sido impostas mais cedo, "milhares de vidas poderiam ter sido salvas".

"Não é fácil, mas depois disso não haverá motivação dos agressores para fazerem o que a Rússia fez", acrescenta, agradecendo também "todo o apoio, unidade e pressão".

Após 89 dias de guerra, Zelensky considera que a Ucrânia criou "um novo padrão de coragem", não tendo "dado ouvidos a quem disse que não seria possível aguentar mais do que alguns dias".

Questionado sobre como vê o futuro da Ucrânia, Zelensky refere que será "complexo". "Para mim, todas as manhãs começam com os números das pessoas que foram mortas."

Contudo, o chefe de Estado ucraniano está seguro de que a Ucrânia sairá desta guerra "vitoriosa" e "mais unida".

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Militar russo condenado a prisão perpétua por crimes de guerra

O militar russo Vadim Chichimarine foi, esta segunda-feira, condenado a prisão perpétua num tribunal de Kiev por crimes de guerra, avança a AFP.

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Combatentes da Azovstal vão ser julgados em Donetsk

Todos os combatentes ucranianos que se renderam na Azovstal vão ser julgados por um tribunal na República Popular de Donetsk, avançou Denis Pushilin, chefe da República Popular de Donetsk, à agência de notícias russa Interfax.

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Forças russas iniciam operação de desminagem na fábrica Azovstal

Equipas de sapadores de engenharia militar estão a levar a cabo operações de desminagem do extenso perímetro da fábrica Azovstal, na cidade ucraniana de Mariupol, disse esta segunda-feira o Ministério da Defesa da Rússia.

As instalações da metalúrgica Azovstal, com mais de 11 quilómetros quadrados, foi o último bastião dos combatentes ucranianos na cidade portuária de Mariupol.

Segundo o Ministério da Defesa de Moscovo foram neutralizados "mais de uma centena de artefactos" (não especificados) que se encontravam na fábrica, após a retirada das forças ucranianas.

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Cruz Vermelha vai verificar as condições dos soldados que se renderam na Azovstal

O Comité Internacional da Cruz Vermelha (CICV) vai verificar as condições e o tratamento recebido pelos soldados ucranianos que se renderam na siderúrgica Azovstal, na cidade costeira de Mariupol, no sul da Ucrânia.

A porta-voz da organização, Mirella Hodeib, disse hoje que a prioridade do CICV é verificar as condições de detenção e tratamento dos prisioneiros de guerra, evitar que desapareçam e manter contacto com as suas famílias, informou a agência local Ukrinform.

Mirela Hodeib especificou que, ao registar prisioneiros de guerra, a organização pode proteger esses soldados do risco de desaparecerem.

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Guerra impulsiona recorde de deslocados para 100 milhões de pessoas

O número de pessoas deslocadas de suas casas devido a conflitos em todo o mundo atingiu um recorde de 100 milhões, impulsionado pela guerra na Ucrânia, anunciou hoje o alto-comissário da ONU para os Refugiados.

Este número tem de "servir de alerta" para se desenvolverem mais ações que promovam a paz e abordem todas as causas de deslocamentos forçados, defendeu Filippo Grandi, em comunicado hoje divulgado.

"Cem milhões é um número gritante -- tão preocupante como alarmante. É um recorde que nunca deveria ter sido estabelecido", defendeu o responsável pelo Alto Comissariado da ONU para Refugiados (ACNUR).

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Bombardeamentos russos causam cinco mortos e 11 feridos em Donetsk

As autoridades da região de Donetsk, no leste da Ucrânia, anunciaram hoje que cinco civis morreram e 11 ficaram feridos, no domingo, na sequência de bombardeamentos russos.

"Os russos mataram cinco civis na região de Donetsk: dois em Lyman, um em Dachne, um em Klynove e um em Avdivka. Onze outras pessoas ficaram feridas", disse o chefe do governo da região de Donetsk, Pavlo Kirilenko, na plataforma Telegram.

De acordo com a agência de notícias ucraniana Ukrinform, uma pessoa ficou ferida em Bakhmut, na região de Lugansk, tendo recebido assistência médica.

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Nova lei dará a ucranianos na Polónia "mesmas oportunidades"

O Presidente da Ucrânia anunciou, no domingo, que o governo da Polónia está a preparar uma proposta de lei que dará aos ucranianos residentes na Polónia os mesmo direitos que os polacos.

A lei dará aos ucranianos que "residem temporariamente" na Polónia "as mesmas oportunidades que os polacos", disse Volodymyr Zelensky, num discurso.

A ofensiva militar lançada pela Rússia na Ucrânia em 24 de fevereiro já causou a fuga de mais de 14 milhões de pessoas das suas casas, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

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Abrimos este liveblog para acompanhar ao minuto a situação da guerra na Ucrânia. Pode ler o essencial das últimas 24 horas aqui.

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