Blinken já está na Ucrânia. Encontro com Kiev decorre com receio de ataque russo "a qualquer momento"

Esta visita acontece dois dias antes de Blinken viajar até Genebra, para se encontrar com o seu homólogo russo, Serguei Lavrov.

PorTSF e agências
© AFP

Num momento em que crescem os receios de uma invasão russa, o secretário de Estado norte-americano Antony Blinken viajou até Kiev. O representante da Casa Branca já chegou à Ucrânia.

A visita de Blinken é encarada como uma manifestação de apoio aos ucranianos, já que o secretário de Estado tem marcado um encontro com o Presidente da Ucrânia. Esta visita acontece dois dias antes de Blinken viajar até Genebra.

A porta-voz da Casa Branca disse na terça-feira que a Rússia pode lançar um ataque contra a Ucrânia "a qualquer momento". As declarações foram feitas no dia em que foi confirmado para sexta-feira um novo encontro dos chefes da diplomacia de Washington e Moscovo.

"Estamos numa situação em que a Rússia pode lançar um ataque na Ucrânia a qualquer momento", considerou a porta-voz Jen Psaki, referindo-se a uma realidade "extremamente perigosa".

"Não está excluída qualquer opção" do lado norte-americano para responder a semelhante ataque, acrescentou Psaki na resposta a uma eventual exclusão da Rússia do 'Swift', um circuito de transferências bancárias internacionais.

Previamente, um responsável do Departamento de Estado tinha anunciado que o chefe da diplomacia dos EUA, Antony Blinken, e o seu homólogo russo, Serguei Lavrov, vão encontrar-se na sexta-feira em Genebra (Suíça) para procurar uma "porta de saída diplomática" para crise entre a Rússia e a Ucrânia.

"O secretário de Estado está envolvido a 150% para procurar uma porta de saída diplomática e é isso que verdadeiramente motiva" o encontro com o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, indicou a fonte que solicitou o anonimato.

Em paralelo, alertou sobre a movimentação de tropas russas na Bielorrússia, que na sua perspetiva podem constituir uma nova ameaça para a Ucrânia.

Em Moscovo, o vice-ministro da Defesa, Alexander Fomin, confirmou o envio de tropas do extremo leste do país para a Bielorrússia, onde vão participar em exercícios militares, o que implica uma nova concentração de tropas junto das fronteiras ucranianas.

Fomin, indicou que estas manobras se destinam a fornecer uma resposta conjunta a potenciais ameaças externas por parte dos dois aliados, que mantêm estreitas relações políticas, económicas e militares.

O secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg, e o chanceler alemão, Olaf Scholz, já tinham excluído em Berlim uma resposta militar em caso de intervenção russa na Ucrânia, com o chefe da Aliança a sugerir novas discussões com o Kremlin.

"Haverá um elevado custo político, um elevado custo económico, se ocorrer uma intervenção e for violado o princípio da integridade territorial", afirmou Scholz no decurso de uma conferência de imprensa conjunta, ao responder a uma questão sobre se admitia uma resposta militar.

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