Ataque a centro comercial na Ucrânia faz 13 mortos. Conselho de Segurança da ONU reune-se esta terça-feira

O conselheiro do Kremlin para os Assuntos Climáticos refere que as sanções do Ocidente podem causar "complicações" a curto prazo. Siga na TSF o 124.º dia de guerra na Ucrânia.

PorTSF
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França diz que Rússia "terá de responder" por ataque a centro comercial

A França acusou hoje a Rússia de "terríveis violações do direito humanitário na Ucrânia" após o ataque contra um centro comercial no centro da Ucrânia, que matou pelo menos 10 pessoas, dizendo que Moscovo deveria "responder por esses atos".

"A França condena o lançamento de um míssil russo que atingiu um supermercado em Krementchuk, na Ucrânia, e que matou 10 pessoas e feriu várias dezenas", segundo um comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros francês.

"Ao bombardear indiscriminadamente civis e infraestruturas civis em toda a Ucrânia, a Rússia continua as suas terríveis violações do direito internacional humanitário", observou.

Para o Ministério dos Negócios Estrangeiros, a Rússia "vai ter de responder por esses atos".

"A França apoia a luta contra a impunidade na Ucrânia", acrescentou.

Blinken diz que "mundo está horrorizado" com ataque a centro comercial

O secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, disse hoje que o mundo está "horrorizado" com o ataque russo a um centro comercial no centro da Ucrânia, matando pelo menos 10 pessoas e ferindo 40.

Descrevendo o ataque com mísseis como "o mais recente de uma série de atrocidades", o chefe da diplomacia norte-americana escreveu no Twitter que os Estados Unidos iriam continuar a apoiar os seus aliados ucranianos e a responsabilizar "a Rússia, incluindo os responsáveis" pela guerra.

Pelo menos dez pessoas foram mortas e mais de 40 ficaram feridas num ataque a um centro comercial no centro da Ucrânia, o que, segundo o primeiro-ministro britânico, mostra a "crueldade e a barbárie" de Vladimir Putin.

"Dez mortos e mais de 40 pessoas que foram feridas. Esta a atual situação em Krementchuk devido ao ataque de míssil", indicou Dmytro Lounine, à frente da administração da região de Poltava, advertindo que o balanço pode aumentar.

Zelensky classifica ataque russo a centro comercial como "ato terrorista"

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, classificou esta segunda-feira como um "vergonhoso ato terrorista" o ataque com mísseis russos a um centro comercial em Krementchouk, no centro da Ucrânia, que provocou pelo menos 13 mortos e 40 feridos.

"O ataque russo de hoje a um centro comercial em Krementchouk é um dos mais vergonhosos atos terroristas da história europeia. Uma cidade pacífica, um centro comercial normal (com) mulheres, crianças e civis normais no interior", disse Zelensky num vídeo divulgado no Telegram.

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Conselho de Segurança da ONU reúne-se terça-feira de emergência devido a ataques contra alvos civis

​​​​​​​A Ucrânia solicitou uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU sobre os últimos bombardeamentos russos contra alvos civis na Ucrânia, a ser realizada na terça-feira às 19h00 TMG (20h00 em Lisboa), anunciou esta segunda-feira a presidência albanesa.

O disparo de um míssil contra um centro comercial em Krementchuk, no centro da Ucrânia, "será o assunto principal" da sessão, disse um porta-voz da missão diplomática da Albânia, país que presidente atualmente ao Conselho de Segurança.

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Amnistia pede que França altere lei sobre crimes contra humanidade

A Amnistia Internacional pediu esta segunda-feira a França para alterar a sua legislação sobre crimes contra a humanidade cometidos no estrangeiro, para garantir que eventuais criminosos de guerra na Ucrânia, Síria ou outros países possam ser levados à justiça francesa.

"É necessário alterar a lei, uma revisão da lei e levantar os bloqueios para regressar a uma jurisdição universal, que seja compatível com as obrigações da França", exortou a advogada da Amnistia Internacional em França, Jeanne Sulzer, em conferência de imprensa.

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Número de vítimas mortais no centro comercial de Kremenchuk sobe para 13

A informação é avançada pelo governador regional, Dmytro Lunin, no Telegram.

Putin promete a Bolsonaro manter o envio russo de fertilizantes ao Brasil

O Presidente russo, Vladimir Putin, prometeu esta segunda-feira ao chefe de Estado brasileiro, Jair Bolsonaro, que seu país manterá o fornecimento ininterrupto de fertilizantes russos aos agricultores brasileiros, informou o Kremlin.

Os dois líderes abordaram os problemas da segurança alimentar mundial num telefonema, disse a Presidência russa em comunicado.

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"É um problema interno do país." Marcelo não falou com João Lourenço sobre José Eduardo dos Santos

Marcelo Rebelo de Sousa revelou que falou com o Presidente angolano, João Lourenço, sobre as relações bilaterais, que são "muito boas", das perspetivas da futura presidência são tomense e, em geral, do mundo que fala português. Mas não só.

"Falámos também da situação na Ucrânia. A CPLP é uma unidade que se faz na pluralidade. Ouvi os pontos de vista do Presidente angolano e ele ouviu os pontos de vista, que já conhece, da posição portuguesa", afirmou.

Sobre José Eduardo dos Santos, Marcelo garante não ter falado, nem formalmente nem informalmente.

"É um problema interno do país", sublinha.

No que toca a guerra, o chefe de Estado português disse que João Lourenço tornou clara qual é a posição que defende.

"Por um lado o entender que é possível haver um fim mais rápido do que aquele é considerado por nós mais realista e, por outro, que a Europa tem um papel importante nesse domínio. A Europa, muitas vezes, tem sido uma vítima desses conflitos. As perspetivas são diferentes porque Portugal é membro da NATO e da União Europeia", explicou.

Marcelo vai também em breve ao Brasil, onde reunirá com Lula da Silva, Temer e Bolsonaro.

"É muito importante saber o que protagonistas importantes da vida do Brasil, passado, presente e futuro, têm sobre a situação dos oceanos e a guerra. Vai ser muito no registo anterior, não há uma diferença de registo", acrescentou.

Lituânia alvo de ciberataques atribuídos a hackers russos

A Lituânia foi esta segunda-feira alvo de ciberataques contra sites governamentais, incluindo o do Ministério dos Negócios Estrangeiros, e privados, que a imprensa disse terem sido reivindicados por piratas informáticos (hackers) russos.

Os ataques ocorreram num contexto de ameaças feitas pela Rússia contra o país báltico que impôs restrições ao trânsito ferroviário de certas mercadorias para o enclave russo de Kaliningrado.

O responsável do centro nacional de cibersegurança da Lituânia, Jonas Skardinskas, disse ao portal de notícias Delfi que os ataques "provavelmente" vieram da Rússia e que a ofensiva deverá continuar nos próximos dias e afetar especialmente os setores dos transportes, energia e finanças.

Pelo menos dois mortos e 20 feridos após ataque em Kremenchuk

Sobre o ataque ao centro comercial, Kyrylo Tymoshenko, porta-voz do gabinete de Zelensky, adianta que "há conhecimento de 20 feridos, nove deles graves" e já foi confirmada a morte de "duas pessoas".

"As operações de resgate continuam", garantiu também, citado pelos média ucranianos.

G7 "seriamente preocupado" com transferência de mísseis nucleares para a Bielorrússia

Os líderes do G7 expressaram-se esta segunda-feira "seriamente preocupados" com os planos russos para entregar à Bielorrússia, nos próximos meses, mísseis capazes de transportar ogivas nucleares.

"Apelamos à Rússia que se comporte de forma responsável e exerça alguma contenção", disseram os líderes das sete nações mais industrializadas num comunicado conjunto.

"Neste plano, expressamo-nos seriamente preocupados com o anúncio russo de que poderá transferir mísseis com capacidade nuclear para a Bielorrússia", lê-se também.

Camisola de Ronaldo rende 2200 euros para o exército ucraniano

Uma camisola da seleção portuguesa de futebol, assinada pelo capitão luso, Cristiano Ronaldo, foi leiloada por 2.200 euros para angariar fundos para o exército ucraniano, anunciou esta segunda-feira a organização Save Ukraine Now.

"Espero que a minha camisola do jogo com a Ucrânia em 2019 possa ajudar os jovens a terem um futuro melhor e quero felicitar a Federação Ucraniana de Futebol por esta ação. Rezando pela paz", escreveu Ronaldo, citado pela organização humanitária numa rede social.

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"Alegações ilegítimas." Kremlin assegura que Rússia não entrou em "incumprimento"

O Kremlin disse esta segunda-feira que não há "qualquer razão" para falar num incumprimento da Rússia, anunciado por alguns meios de comunicação, depois de detentores de obrigações russas não terem recebido os juros até à data limite.

"Não há razão para chamar a isto um incumprimento", disse o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, aos repórteres. "Este pagamento foi feito em maio, em moeda estrangeira", disse.

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Chanceler alemão promete pressão do G7 sobre Putin até acabar a guerra

O chanceler alemão, Olaf Scholz, assegurou esta segunda-feira ao Presidente ucraniano que o G7 "continuará a aumentar a pressão" sobre Vladimir Putin até que termine a guerra que o líder russo iniciou na Ucrânia.

"Como G7, mantemo-nos unidos com a Ucrânia e continuaremos a apoiá-la. Para tal, todos temos de tomar decisões difíceis, mas necessárias", escreveu Scholz na rede social Twitter, citado pela agência francesa AFP.

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Bruxelas vai enviar material de proteção especializado a pedido de Kiev

​​​​​​​A Comissão Europeia vai enviar para a Ucrânia equipamento de proteção especializada contra riscos nucleares, químicos, biológicos e radiológicos, que Kiev tinha solicitado face ao atual conflito em curso no país, foi esta segunda-feira anunciado.

De acordo com um comunicado de imprensa do executivo comunitário, a União Europeia (UE) mobilizou as reservas de resposta a emergência e vai fornecer equipamentos cujo valor ascende a 11,3 milhões de euros.

O equipamento - que está armazenado na Alemanha, Dinamarca, Grécia, Hungria, Roménia e Suécia - inclui 300 mil fatos de proteção especializada, 5.600 litros de descontaminante e 850 peças de equipamento destinado a operações de descontaminação.

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Pedidos de adesão à NATO da Suécia e Finlândia são "históricos"

Jens Stoltenberg lançou, esta segunda-feira, a Cimeira de Madrid, que tem início marcado para esta terça-feira e se vai estender até quinta-feira.

O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte falou da necessidade de resolver a questão da candidatura da Suécia e da Finlândia, mas considera que os pedidos de adesão de ambas as nações são "históricos" e "irão fortalecer a segurança" da NATO.

"Vamos tomar decisões importantes para a nossa defesa e precaução" na Cimeira de Madrid, garantiu Stoltenberg, com o "aumento das brigadas" como foi o caso da Alemanha, lembra.

"Temos de os ajudar." Boris Johnson destaca unidade do G7 no apoio à Ucrânia

​​​​​​​O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, destacou esta segunda-feira a unidade do G7 no apoio à Ucrânia sobre a agressão russa e salientou a necessidade de ajudar os ucranianos a reconstruir a economia do país.

"O que realmente me impressionou nos últimos dias foi a incrível consistência da nossa determinação e a unidade contínua do G7. Isso brilhou certamente na conversa dos últimos dias", disse Johnson à BBC na Alemanha, onde está a participar na cimeira dos líderes do G7, o grupo das economias mais industrializadas.

Os países que apoiam a Ucrânia, defendeu, "têm de continuar a ajudar os ucranianos a reconstruir a sua economia, a exportar os seus cereais e, claro, temos de os ajudar a protegerem-se a si próprios".

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A situação em Lysychansk "é muito difícil"

O governador de Lugansk pede aos residentes que deixem a cidade de Lysychansk, onde a situação é "muito difícil". "Devido à ameaça real à vida e à saúde, pedimos uma evacuação imediata. A situação na cidade é muito difícil. Protejam-se e cuidem das vossas crianças. Cerififiquem-sede que serão levados durante a evacuação das cidades na Ucrânia", escreveu Sergai Haidai na rede social Telegram.

Lysychansk, no leste da Urânia, é a maior cidade da região de Lugansk que ainda é controlada pelos ucranianos.

Sanções do G7 visam petróleo e indústria da defesa da Rússia

Os países do G7 vão desenvolver um mecanismo para limitar o preço do petróleo russo e tentar restringir o acesso da Rússia a recursos industriais no setor da defesa, disse hoje um alto funcionário norte-americano.

Num encontro com jornalistas, a mesma fonte explicou que os líderes das sete nações mais industrializadas do mundo, que estão hoje reunidos em Elmau, na Alemanha, querem também coordenar a utilização de impostos aduaneiros sobre produtos russos para ajudar a Ucrânia.

Os pormenores sobre o funcionamento do mecanismo para impor um preço máximo global ao petróleo russo, bem como o seu impacto na economia do país, serão acertados pelos ministros das Finanças do G7 nas próximas semanas e meses, disse a fonte oficial citada pelas agências noticiosas AFP, AP e EFE.

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Von der Leyen favorável à participação do ocidente na cimeira do G20 incluindo de Putin

A presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, é a favor da participação dos países ocidentais na próxima cimeira do G20 em novembro na Indonésia, apesar da provável presença do Presidente russo.

"Acho que é melhor para ele [Vladimir Putin] dizermos pessoalmente, caso venha, o que pensamos, e que tome uma posição", disse Ursula von der Leyen ao canal de televisão alemão ZDF domingo à noite.

Úrsula Von der Leyen foi questionada sobre a possibilidade de um boicote dos países ocidentais ao G20 (Grupo das 20 maiores economias mundiais, que inclui a União Europeia) e falou à margem do G7 que está decorrer na Alemanha.

"O G20 é importante demais para os países em desenvolvimento, países emergentes, para que deixemos Putin destruí-lo", acrescentou von der Leyen.

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Envio de armas da Grécia para a Ucrânia foi "opção pessoal" do primeiro-ministro

O líder da principal força da oposição na Grécia, Alexis Tsipras, voltou a criticar a decisão do primeiro-ministro, Kyriakos Mitsotakis, de enviar armas para a Ucrânia, referindo-se a uma "opção pessoal", sem informar o parlamento ou outros partidos.

Em entrevista exclusiva ao 'site' Euractiv com a participação da Lusa, o ex-primeiro-ministro grego (2015-1019) e líder do Syriza considerou que a Grécia é um país situado numa região muito frágil do Mediterrâneo oriental e que a doutrina da sua política externa assenta nos pilares da estabilidade, segurança e paz.

"Os nossos vizinhos não são a Bélgica ou o Luxemburgo", disse.

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Argentina propõe no G7 ser fornecedora substituta da Rússia em gás e alimentos

O Presidente argentino usará os seus dois discursos e as seis reuniões bilaterais de hoje na Cimeira do G7 para propor a Argentina como fornecedora substituta estável e confiável do gás russo à Europa e de alimentos ao mundo.

"Para a América do Sul em geral, mas para a Argentina em particular, abriu-se uma janela de oportunidades incrível para manter no mundo a segurança alimentar, a segurança energética, o abastecimento de minérios e de fertilizantes em substituição ao que os países em guerra produziam", explica à Lusa Dante Sica, ex-ministro da Produção da Argentina (2018-2019) e diretor da consultora Abeceb, especializada em comércio e investimento na América Latina.

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Rússia entra em incumprimento pela 1.ª vez em 100 anos

A Rússia entrou em incumprimento pela primeira vez em 100 anos, uma vez que o período de carência para o pagamento de quase 100 milhões de dólares em juros sobre a sua dívida soberana expirou, informou hoje a Bloomberg.

O período de tolerância de 30 dias para os credores da Rússia receberem o pagamento expirou no domingo.

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Mais de 100 corpos encontrados num edifício destruído em Mariupol

De acordo com o assessor do autarca de Mariupol, mais de 100 corpos foram encontrados debaixo dos destroços de um edifcio residencial na cidade. Petro Andryushchenko disse no Telegram que as forças russas não planeiam recuperar e enterrar os corpos. A cidade portuária, recorde-se, foi tomada pelos russos no mês passado, após semanas de intensos bombardeamentos.

Turquia deverá continuar a impedir adesão plena da Suécia e Finlândia na NATO

Os líderes dos países da NATO vão adotar, na cimeira desta semana, um novo conceito estratégico na sequência da guerra na Ucrânia, mas deverão confrontar-se com a persistência do veto turco à adesão da Finlândia e Suécia.

Na designada cimeira de Madrid, que decorre entre terça e quinta-feira na capital de Espanha, a adesão dos dois países escandinavos vai ser um dos principais tópicos de uma intensa agenda, mas todos os sinais indicam que vão permanecer os obstáculos para o início do processo, mesmo que o pedido formal já tenha sido aceite pela chefia aliada.

Na passada quinta-feira, ao receber em Ancara a sua homóloga britânica, Liz Truss, o ministro dos Negócios Estrangeiros turco, Mevlut Çavusolglu, assinalou que "a cimeira da NATO não é um limite" e que "não existe uma data final para completar o processo de entrada [na Aliança]" dos dois países.
Recordou ainda a recente presença na Turquia de delegações da Suécia e da Finlândia, a partilha de preocupações e expectativas e a entrega de um documento pelos nórdicos que, disse, "ainda não (...) parece suficiente".

Em paralelo, e numa antevisão da cimeira de Madrid, o chefe da NATO, Jens Stoltenberg, admitiu que a Turquia "tem legítimas preocupações sobre segurança" e indicou que estão a "tentar ser resolvidas juntamente com a Suécia e Finlândia".

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NATO atualiza conceito estratégico em pleno braço de ferro com a Rússia

A NATO vai adotar na cimeira de Madrid desta semana o seu novo conceito estratégico, naquela que será a atualização mais relevante das últimas décadas, dado ocorrer num novo cenário geopolítico marcado pela agressão militar russa à Ucrânia.

O conceito estratégico é um documento-chave da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO, na sigla em inglês), uma vez que define os desafios de segurança que a organização enfrenta e traça as prioridades políticas e militares a desenvolver para os enfrentar.

Atualizado normalmente a cada 10 anos desde o fim da Guerra Fria, para ter em conta as mudanças no ambiente de segurança global e garantir que a Aliança está preparada para o futuro, o conceito estratégico da NATO foi revisto e adotado pela última vez em 2010, curiosamente numa cimeira celebrada em Lisboa. Doze anos volvidos, em Madrid, os Aliados vão aprovar o novo 'roteiro' estratégico, num contexto bem diferente.

Em 2010, houve uma aproximação entre NATO e Rússia, tendo mesmo o então Presidente russo, Dmitri Medvedev, estado presente em Lisboa, a convite da Aliança. Esta semana, a cimeira de Madrid tem lugar num contexto de grande tensão e com uma guerra em curso na Europa, na qual os países membros da NATO estão a fornecer material militar à Ucrânia para combater a invasão russa, ao mesmo tempo que a organização reforça o seu flanco leste.

Ataque a Kiev foi provável resposta à reunião do G7

O Instituto para o Estudo da Guerra liga os ataques russos que atingiram este domingo um prédio residencial em Kiev à cimeira do G7, que decorre na Alemanha. "Este é o primeiro grande ataque à capital ucraniana desde o final de abril e é provavelmente uma resposta direta aos líderes ocidentais que discutem a ajuda à Ucrânia", tal como aconteceu a 29 de abril, durante a visita do secretário-geral da ONU, António Guterres, a Kiev. O ataque deste domingo fez uma vítima mortal e feriu outras quatro pessoas, incluindo uma criança de seis anos.

O governo ucraniano apelou aos líderes dos países do G7 para enviarem mais armas e aplicarem mais sanções contra a Rússia. As negociações começaram na manhã de domingo com o anúncio da proibição das importações de ouro russo, mas o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Dmytro Kuleba, pediu mais.

Russos tentam capturar Lysychansk

As forças russas continuam a ofensiva para tentar capturar Lysychansk, no leste da Urânia. Lysychansk é a maior cidade da região de Lugansk que ainda é controlada pelos ucranianos.

Sanções complicam, mas meta russa para neutralidade carbónica será cumprida, assegura Conselheiro Kremlin

O conselheiro do Kremlin para os Assuntos Climáticos referiu hoje que as sanções do Ocidente podem causar "complicações" a curto prazo, mas assegurou que a meta do Presidente russo Vladimir Putin para a neutralidade carbónica será cumprida.

"No curto prazo prevemos algumas complicações relacionadas com restrições sancionatórias ao abastecimento de certos aparelhos e equipamentos, mas isto é ultrapassável", garantiu à agência Lusa Ruslan Edelgeriyev.

O líder da delegação russa na Conferência dos Oceanos em Lisboa, que decorre entre hoje e 1 de julho, assegurou ainda que os objetivos para o "longo prazo não mudam" e que "todas as incumbências do Presidente da Federação da Rússia para atingir a neutralidade carbónica serão cumpridas".

Ruslan Edelgeriyev respondia à Lusa sobre se o conflito na Ucrânia e as sanções impostas pelo Ocidente a Moscovo podem mudar as metas russas em matéria de clima.

Envio de armas da Grécia para a Ucrânia foi "opção pessoal" do primeiro-ministro

O líder da principal força da oposição na Grécia, Alexis Tsipras, voltou a criticar a decisão do primeiro-ministro, Kyriakos Mitsotakis, de enviar armas para a Ucrânia, referindo-se a uma "opção pessoal", sem informar o parlamento ou outros partidos.

Em entrevista exclusiva ao 'site' Euractiv com a participação da Lusa, o ex-primeiro-ministro grego (2015-1019) e líder do Syriza considerou que a Grécia é um país situado numa região muito frágil do Mediterrâneo oriental e que a doutrina da sua política externa assenta nos pilares da estabilidade, segurança e paz.

"Os nossos vizinhos não são a Bélgica ou o Luxemburgo", disse.

Abrimos este liveblog para acompanhar a guerra na Ucrânia. Pode ler o essencial das últimas 24 horas aqui.

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