Economia da Rússia "será destruída" ao limitar-se os preços do petróleo

Chefe de gabinete da Presidência ucraniana referiu que, por ele, teria descido o preço máximo do barril de petróleo "para 30 dólares, para os destruírem".

PorLusa
© Sergey Dolzhenko/EPA

A economia russa "será destruída" após a introdução de um teto para o preço do seu barril de petróleo em 60 dólares, após o acordo selado pela União Europeia, o G7 e a Austrália, declarou este sábado a Presidência ucraniana.

"Nós sempre alcançamos o nosso objetivo e a economia da Rússia será destruída. A Rússia pagará e será responsável por todos os seus crimes", declarou o chefe de gabinete da Presidência ucraniana, Andriy Yermak, na rede social Telegram.

Yermak referiu que, por ele, "teria descido [o preço máximo do barril de petróleo] para 30 dólares, para os destruírem [os russos] mais rápido".

Os países do G7, juntamente com a Austrália, concordaram esta sexta-feira com um limite de preço de 60 dólares por barril para o petróleo russo, após um acordo alcançado pelos 27 Estados-membros da União Europeia, refere um comunicado conjunto.

Após ter insistido em manter o limite em valores mais baixos, a Polónia acabou por ceder e aprovar esta proposta, que foi defendida por vários países.

A Europa precisava de definir o preço com desconto que vários países deveriam pagar até segunda-feira, quando um embargo da UE ao petróleo russo enviado por via marítima e a proibição de seguro para esses bens entram em vigor.

Com esta decisão, Estados Unidos, Canadá, Japão, Reino Unido, Itália, França e Alemanha, que detém a presidência rotativa do G7, pretendem impedir que a Rússia "beneficie com a sua guerra de agressão contra a Ucrânia", realçaram no comunicado conjunto com a Austrália.

A ofensiva militar lançada a 24 de fevereiro pela Rússia na Ucrânia causou já a fuga de mais de 13 milhões de pessoas - mais de seis milhões de deslocados internos e mais de 7,8 milhões para países europeus -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa - justificada pelo Presidente russo, Vladimir Putin, com a necessidade de "desnazificar" e desmilitarizar a Ucrânia para segurança da Rússia - foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que tem respondido com envio de armamento para a Ucrânia e imposição à Rússia de sanções políticas e económicas.

A ONU apresentou como confirmados desde o início da guerra 6.655 civis mortos e 10.368 feridos, sublinhando que estes números estão muito aquém dos reais.

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