EUA emitem aviso para vacinas da Pfizer e Moderna após casos raros de inflamação do coração em jovens

As autoridades de saúde americanas garantem, apesar de tudo, que os casos detetados são raros e que os benefícios da vacina continuam a ser superiores aos riscos.

PorRita Carvalho Pereira
© Behrouz Mehri/AFP

A Food and Drug Administration (FDA), a agência federal do Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos que é responsável pela aprovação de fármacos, anunciou, esta quarta-feira, que vai colocar um aviso nos rótulos das vacinas contra a Covid-19 produzidas pela Pfizer/BioNTech e pela Moderna. O motivo é o aparecimento de casos raros de inflamação do músculo cardíaco em adolescentes e jovens adultos que tomaram estas vacinas.

De acordo com o jornal The Guardian, os grupos de aconselhamento do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC) consideraram que é provável que as inflamações nos jovens se devam às vacinas, mas salientaram que os benefícios da administração destes fármacos continuam a ser muito superiores aos riscos.

De acordo com o CDC, os pacientes que desenvolveram inflamações no coração (como miocardites e pericardites) após a vacinação são casos "extremamente raros" - na sua maioria, jovens rapazes - e, na generalidade, recuperaram dos sintomas e encontram-se bem.

Ainda a investigar a suposta ligação entre as vacinas e este problema de saúde, o CDC não confirma, para já, que haja especificamente uma relação de causalidade entre os dois, mas admite que houve um número mais elevado do que o esperado de adolescentes e jovens a desenvolver inflamações no coração após a toma da segunda dose da vacina contra a Covid-19.

De acordo com os dados disponibilizados pelo Sistema de Notificação de Acontecimentos Adversos de Vacinas dos Estados Unidos, citados pelo The Guardian, houve 347 casos de inflamação do coração na semana após a toma da segunda dose da vacina em rapazes com idades entre os 12 e os 24 anos (quando o número normal esperado nesta faixa etária, no país, seria de 12 ou menos casos).

O Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos Estados Unidos já veio, apesar de tudo, sublinhar publicamente que as vacinas continuam a ser seguras e eficazes e apelou à vacinação dos adolescentes e jovens.

"Encorajamos fortemente a vacinação de todas as pessoas a partir dos 12 anos que estão em condições de receber a vacina", declarou o organismo, em comunicado.

A Pfizer garantiu que não observou uma taxa de inflamações no coração maior do que a esperada normalmente na população geral. Já a Moderna afirmou que está a par de relatos de casos deste tipo após a administração das vacinas e assegurou que está a trabalhar na avaliação do problema juntamente com as autoridades de saúde públicas e os reguladores.

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