Julian Assange autorizado a recorrer da decisão de extradição para os EUA

Fundador da WikiLeaks pode ir ao Supremo Tribunal do Reino Unido para responder contra uma decisão de extradição para os EUA.

PorTSF com agências
© AFP (arquivo)

O fundador da WikiLeaks, Julian Assange, recebeu esta segunda-feira autorização para recorrer de uma decisão de extradição para os Estados Unidos.

O governo de Washington quer levar o australiano a julgamento devido à ligação com a WikiLeaks, onde mais de 700 mil ficheiros militares secretos relacionados com as guerras no Iraque e no Afeganistão foram revelados.

O Supremo Tribunal de Londres anulou, em dezembro, a decisão de um tribunal inferior, que disse para não enviar Assange de volta para os EUA. Na altura, a decisão deveu-se ao facto de que haveria um risco de suicídio do ativista.

Os advogados de Assange recorreram da decisão, argumentando que o Supremo Tribunal deveria decidir com a "importância pública geral" em mente.

"O pedido do requerido para clarificar um ponto da lei foi concedido", disseram os juízes Ian Burnett e Timothy Holroyde. Assim, os próprios juízes assinalaram que não lhe estão a conceder um direito de recurso no Supremo Tribunal, mas que o próprio Assange tem direito ao mesmo.

"Julian venceu", escreveu Stella Morris, a sua noiva e a mãe dos seus dois filhos, no Twitter. Agora, "cabe ao Supremo Tribunal decidir se vai ouvir o recurso de Julian".

Multidões reuniram-se fora dos tribunais, no centro de Londres, a saudar a decisão. "Estou aliviada"", disse Sue Barnett, de Nottingham, a segurar um cartaz que dizia: "10 anos foram suficientes". Free Assange".

Os advogados de Assange desafiaram as garantias dos EUA, que disseram que ele não seria mantido em isolamento numa prisão federal e que não receberia os cuidados apropriados.

Por outro lado, os apoiantes de Assange há muito que argumentam que a sua saúde física e mental tem sido afetada pelo facto de ser mantido em prisão preventiva num estabelecimento prisional de alta segurança no sudeste de Londres.

O australiano tem estado atrás das grades porque é visto como um prisioneiro com alto risco de fuga. Em 2013, foi acusado de ter faltado ao pagamento de fiança por alegações de que agrediu sexualmente duas mulheres na Suécia.

Julian Assange passou sete anos exilado na embaixada do Equador em Londres e está atualmente detido na prisão de segurança máxima de Belmarsh.

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