Júri do julgamento sobre a morte de George Floyd iniciou deliberação

Derek Chauvin está acusado de três crimes: homicídio em segundo grau, homicídio em terceiro grau e homicídio por negligência.

PorTSF com agências
© Stephen Maturen/Getty Images/AFP

Os membros do júri do julgamento do ex-polícia Derek Chauvin retiraram-se, esta segunda-feira, para deliberar à porta fechada sobre a responsabilidade do antigo agente na morte de George Floyd, em maio passado, na cidade de Minneapolis.

"Devem ser absolutamente justos", disse-lhes o juiz Peter Cahill, pedindo que "avaliem, considerem as provas e apliquem a lei".

Chauvin, de 45 anos, pode ser condenado a um máximo de 40 anos de prisão se for considerado culpado da acusação mais grave.

As três acusações exigem que os jurados concluam que as ações de Chauvin foram "um fator causal substancial" na morte de Floyd e que o uso de força por parte do agente não foi "razoável e proporcional".

A acusação de homicídio em segundo grau exige ainda que os procuradores façam prova de que Chauvin quis deliberadamente prejudicar Floyd, mas que não pretendia matá-lo.

A acusação de homicídio em terceiro grau exige prova de que as ações de Chauvin foram "eminentemente perigosas" e sem olhar ao risco de perda de vida.

A acusação de homicídio por negligência exige que os jurados acreditem que o agente causou a morte de Floyd sem ser de forma consciente.

Cada uma das acusações pode levar a uma pena máxima diferente: 40 anos para homicídio em segundo grau; 25 anos para homicídio em terceiro grau; 10 anos para homicídio por negligência.

O juiz começou o dia das alegações finais instruindo os jurados sobre a revisão de diferentes tipos de provas e explicando a forma como deveriam avaliar cada tipo de acusação criminal.

O júri vai deliberar num tribunal cercado por barreiras de cimento armado e arame farpado, numa cidade cuja segurança foi reforçada com um forte dispositivo da Guarda Nacional. As autoridades norte-americanas estão a preparar-se para vários dias de eventuais manifestações por todo o país depois de conhecida a sentença.

A porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, confirmou que as autoridades federais e locais estão em articulação para enfrentar possíveis protestos.

O objetivo, prosseguiu Psaki, é garantir que as manifestações decorram pacificamente.

"Este país atravessou um largo período, sobretudo a comunidade afro-americano, de dor e sofrimento", não só por causa do julgamento de Derek Chauvin - o antigo polícia acusado do homicídio do cidadão afro-americano George Floyd, em maio de 2020 - mas também pela "violência adicional" registada nas últimas semanas.

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