Oito israelitas feridos em tiroteio em Jerusalém. Polícia detém suspeito

Autoridades israelitas descrevem o ataque como um "ataque terrorista" cometido por palestinianos, enquanto o grupo islâmico Hamas celebra o tiroteio como um "ato heroico de resistência".

PorLusa/TSF
© Abir Sultan/EPA

Um atirador abriu este domingo fogo contra um autocarro perto da Cidade Velha de Jerusalém, ferindo oito israelitas, num alegado ataque palestiniano, uma semana depois do início de um cessar-fogo entre Israel e militantes em Gaza.

A polícia israelita já anunciou a detenção de um homem suspeito. "O terrorista está nas nossas mãos", disse o porta-voz da polícia, Eli Levy, à rádio pública israelita Kan.

A seguir ao ataque, as forças de segurança israelita tinham invadido o bairro vizinho de Silwan, um bairro palestiniano, perseguindo o suspeito do ataque.

Após uma intensa operação policial na área, o suspeito do ataque entregou-se às autoridades e a alegada arma do crime foi apreendida, confirmou Levy.

Duas das vítimas estavam em estado grave, incluindo uma mulher grávida com lesões abdominais e um homem com ferimentos de bala na cabeça e pescoço, de acordo com os hospitais israelitas que receberam os feridos.

O tiroteio ocorreu enquanto o autocarro esperava num estacionamento perto do Muro das Lamentações, considerado o local mais sagrado onde os judeus podem rezar.

Zaki Heller, porta-voz do Magen David Adom, o equivalente israelita da Cruz Vermelha, disse que todos os feridos, uma mulher e seis homens, estavam conscientes quando os socorristas chegaram ao local do ataque, junto ao Túmulo de David.

As autoridades israelitas descreveram o ataque como um "ataque terrorista" cometido por palestinianos, enquanto o grupo islâmico Hamas celebrou o tiroteio como um "ato heroico de resistência".

O incidente acontece uma semana depois de Israel e a Jihad Islâmica Palestiniana (JIP) terem acordado um cessar-fogo, para colocar fim a uma escalada de violência de três dias, que deixou pelo menos 44 palestinianos mortos, incluindo 15 crianças, e mais de 360 feridos.

O acordo de cessar-fogo, mediado pelo Egito e anunciado pela Jihad Islâmica e Israel, foi antecedido e seguido pelo lançamento de uma série final de projéteis de artilharia a partir de ambos os lados beligerantes na Faixa de Gaza.

Durante os últimos três dias de hostilidades, a Jihad Islâmica disparou mais de 930 'rockets' de Gaza para Israel, segundo estimativas do exército israelita, a grande maioria dos quais caiu em áreas despovoadas ou foi intercetada pelo sistema de defesa aérea israelita, segundo a mesma fonte.

Os bombardeamentos israelitas, em contrapartida, atingiram mais de 160 alvos, alegadamente pertencentes ao JIP. Estas incluíam instalações de fabrico e armazenamento de armas, locais de lançamento de foguetes e uma rede de túneis alegadamente utilizados pelo grupo, considerado "terrorista" por Israel, pelos Estados Unidos da América e pela União Europeia.

De acordo com Mohamad al-Hindi, que dirige o departamento político da Jihad Islâmica em Gaza, as condições do acordo de cessar-fogo incluem o abrandamento do bloqueio israelita a Gaza, a entrada de combustível para a reativação da central elétrica e a libertação de um membro do grupo encarcerado por Israel.

Este prisioneiro é Bassem Saadi, um líder superior do grupo, cuja detenção por Israel na Cisjordânia ocupada no início do mês elevou a tensão, que culminou na escalada, a mais sangrenta em mais de um ano.

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