Repatriar portugueses em Moçambique? MNE diz que "ainda não está programado"

Devido ao surgimento da nova variante da Covid-19, a Ómicron, foram suspensos os voos de e para Moçambique a partir de segunda-feira.

PorTSF
© António Pedro Santos/Lusa

O Ministério dos Negócios Estrangeiros adiantou, este domingo, que poderão ser realizados voos de repatriamento de portugueses em Moçambique, mas, para já, ainda não está nada programado.

"Nos termos do Despacho n.º 11740-E/2021, que determina a suspensão de tráfego aéreo para Moçambique no contexto do surgimento da variante do vírus SARS-CoV-2 designada Omicron, podem ser realizados voos de apoio ao regresso dos cidadãos nacionais ou titulares de autorização de residência em Portugal, bem como de natureza humanitária, de modo que trabalharemos na preparação dos que sejam necessários. Por enquanto, ainda não está programado qualquer voo", pode ler-se na resposta enviada pelo gabinete de Augusto Santos Silva à TSF.

No sábado, Marcelo Rebelo de Sousa remeteu para o Governo um possível repatriamento de portugueses em Moçambique e África do Sul. Em declarações aos jornalistas, no centro de vacinação Paz Flor, em Luanda, o Presidente da República reforçou "sentir-se seguro" em Angola, apesar da nova variante detetada no sul de África.

Questionado pelos jornalistas sobre os pedidos de repatriamento de vários portugueses residentes, depois das restrições às viagens decretadas para mitigar a propagação da Omicron, Marcelo confirmou "saber desses pedidos".

"Não vou antecipar aquilo que é uma competência do Governo nessa matéria de repatriamento, envolve a intervenção de juízos das autoridades sanitárias", disse.

Na sexta-feira, o Ministério da Administração Interna anunciou a suspensão de todos os voos de e para Moçambique a partir das 00h00 da próxima segunda-feira.

A partir de sábado, 27 de novembro, todos os passageiros de voos que tenham partido de Moçambique, África do Sul, Botsuana, Essuatíni, Lesoto, Namíbia e Zimbabué "ficam obrigados a cumprir uma quarentena de 14 dias após a entrada em Portugal continental, no domicílio ou em local indicado pelas autoridades de saúde".

Estas medidas surgem, explica a tutela, no âmbito das medidas de combate à Covid-19 e a quarentena obrigatória de 14 dias aplica-se ainda aos cidadãos que entrem em território português e tenham saído de um destes sete países nos 14 dias antes da chegada a Portugal.

Uma nova variante do coronavírus, a Ómicron, detetada pela primeira vez na África do Sul é considerada "preocupante" pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Na sexta-feira à noite, o Centro Europeu para Prevenção e Controle de Doenças (ECDC) alertou para o facto de a nova variante representar um risco "alto a muito alto" para a Europa, apresentando um potencial elevado de contágio em comparação com outras variantes, incluindo a Delta, dominante e já muito contagiosa.

Além da África do Sul, o Ómicron foi detetado no Malauí, origem também do único caso detetado em Israel, Botsuana, Hong Kong e Bélgica, este último país membro da União Europeia (UE).

Mais países estão a suspender as viagens de e para a África Austral para conter a Ómicron. A preocupação quando à nova variante "afundou" os mercados de ações mundiais e os preços do petróleo, desferindo mais um golpe na economia global ainda numa fase de recuperação.

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