Varíola dos macacos. OMS pede a homens homossexuais que tenham menos parceiros sexuais

A OMS já registou 18 mil casos em 78 países, sendo que 98% resultaram de contactos sexuais entre homens.

PorArtur Carvalho e Rui Oliveira Costa
© Fabrice Coffrini/AFP

A Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu esta quarta-feira aos homossexuais homens para reduzirem o número de parceiros sexuais e evitar novos relacionamentos de forma a conter a propagação da varíola dos macacos.

"Para homens que têm sexo com homens, devem por agora reduzir o número de parceiros, reconsiderar o sexo com novos parceiros e trocar contactos com quaisquer novos parceiros para o caso de ser necessário informá-los de que entretanto foram infetados", afirmou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em conferência de imprensa.

Ouça as declarações de Tedros Adhanom Ghebreyesus

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Atualmente, a Organização Mundial da Saúde já registou 18 mil casos em 78 países, sendo que 98% resultaram de contactos sexuais entre homens.

"A prioridade de todos os países deve ser abordar e dar meios de defesa às comunidades homossexuais, de forma a reduzir o risco de infeção e transmissão, garantir o tratamento aos infetados e salvaguardar os direitos humanos e a dignidade. O estigma e a discriminação podem ser tão perigosos como qualquer vírus e alimentar o surto da doença", avisa o diretor-geral da OMS.

Mas não são só os homossexuais que devem ter cautelas: "Todas as pessoas expostas podem contrair varíola dos macacos e é por isso que a OMS recomenda aos países que previnam a propagação a outros grupos vulneráveis como crianças, grávidas e imunodepressivos. Além dos contactos sexuais, a doença pode propagar-se em agregados familiares por contacto mais próximo, por exemplo, através de abraços ou beijos. Ou por toalhas ou roupa de cama contaminadas."

A OMS defende que, caso estas recomendações sejam seguidas, o surto global de varíola dos macacos pode ser travado.

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