Mais de 260 militares ucranianos retirados da fábrica de Azovstal. Suécia candidata-se à NATO

O Presidente da Ucrânia destituiu o comandante das Forças de Defesa Territorial. Siga ao minuto na TSF.

PorTSF
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EUA dizem que NATO é uma aliança de defesa e não representa ameaça contra ninguém

Os EUA asseguraram esta segunda-feira que a NATO é aliança de defesa que "não representa uma ameaça para nenhuma nação, incluindo a Rússia", enquanto o Reino Unido defendeu a entrada "o mais depressa possível" da Suécia e Finlândia na organização.

O porta-voz do Departamento de Defesa dos EUA (Pentágono), John Kirby, sublinhou, em conferência de imprensa, que nem o Presidente russo, Vladimir Putin, nem qualquer outra nação [fora da Aliança Atlântica] pode vetar a adesão de um país à NATO.

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Mais de 260 militares ucranianos retirados da fábrica de Azovstal

O Ministério da Defesa ucraniano anunciou esta segunda-feira que mais de 260 militares foram retirados do complexo industrial de Azovstal, em Mariupol.

Em comunicado, Ganna Malyar, secretário de Estado ucraniano da Defesa, disse que "53 feridos graves (soldados) foram retirados de Azovstal para a cuidados médicos perto de Novoazovsk". Outros 211 foram levados através do corredor humanitário, acrescentou.

A fábrica de Azovstal tornou-se um símbolo de resistência, com centenas de tropas a continuarem a lutar lá, mesmo depois de o resto da cidade ter caído para as forças russas

Durante a tarde, o Ministério da Defesa russo tinha anunciado um cessar-fogo na região para retirar os soldados feridos da fábrica.

Turquia vai vetar adesão de Finlândia e Suécia à NATO

A Turquia vetará a entrada da Finlândia e da Suécia na NATO se estes países mantiverem a sua política de "acolhimento de guerrilheiros curdos", advertiu esta segunda-feira o Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan.

"A Suécia é um centro de incubação de organizações terroristas. Acolhe terroristas. No seu parlamento, há deputados que defendem os terroristas. A quem acolhe terroristas não diremos sim quando quiserem juntar-se à NATO", declarou Erdogan.

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Zelensky destitui comandante das Forças de Defesa Territorial

O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, destituiu hoje o comandante das Forças de Defesa Territorial das Forças Armadas, Yurii Halushkin, e nomeou para o seu lugar o major-general Ihor Tantsiura.

Os decretos com as duas decisões, das quais não foram dadas mais informações, foram publicados no 'site' do chefe de Estado ucraniano, adiantou a agência Efe.

Yurii Halushkin tinha sido nomeado comandante das Forças de Defesa Territorial ucranianas em 01 de janeiro deste ano.

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Gomes Cravinho espera solução para dependência energética de países europeus num "par de semanas"

João Gomes Cravinho espera que "dentro de um par de semanas" haja uma resposta para as dificuldades sentidas pelos países europeus que dependem largamente da Rússia em termos energéticos.

De acordo com o ministro português dos Negócios Estrangeiros, o corte das importações de energia à Rússia não esteve em cima da mesa nas conversações desta segunda-feira, em Bruxelas, uma vez que essa questão já não tem impedimentos do domínio "político", apenas do domínio "técnico".

De acordo com João Gomes Cravinho, tanto a Hungria, como a Eslováquia, a República Checa e a Bulgária têm dificuldades em aplicar de imediato as sanções que implicam o corte das importações à Rússia, por terem um grau de dependência de Moscovo elevado e terem de "encontrar alternativas para se abastecerem de petróleo e gás".

Segundo o governante, a Comissão Europeia está a procurar mecanismos que ajudem estes países europeus a encontrar soluções. Gomes Cravinho acredita que "dentro de um par de semanas", haverá respostas.

"Estamos a aplicar os mecanismos apropriados para que o impacto assimétrico das sanções não seja um obstáculo", garantiu o ministro.

João Gomes Cravinho declarou também que conversou recentemente com o ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Dmytro Kuleba, e que este está ciente da solidariedade portuguesa.

O ministro falou ainda sobre o referço de 500 milhões do Mecanismo Europeu de Apoio à Paz e referiu que a proposta "ainda não foi aprovada, mas tem consenso significativo". O que está previsto, explicou Gomes Cravinho, é "para cada 500 milhões, 18 milhões são pagos por Portugal", que deverá depois receber uma compensação pelo equipamento militar enviado para a Ucrânia.

"Ampla maioria." Suécia anuncia que vai candidatar-se à entrada na NATO

A primeira-ministra da Suécia, Magdalena Andersson, assinalou esta segunda-feira em conferência de imprensa que há uma "ampla maioria" no parlamento do país que permite avançar para a candidatura do país à NATO.

Ao lado do líder dos Moderados suecos, Ulf Kristersson, a líder do Governo falou de uma "evidente ampla maioria no Parlamento sueco a favor da adesão da Suécia à NATO" e explicou que esta iniciativa aumenta o "limiar para conflitos militares na Suécia e na nossa região vizinha", a Finlândia, que também já anunciou ser candidata à entrada na aliança.

"O governo decidiu notificar a NATO de que a Suécia quer aderir", confirmou também a primeira-ministra, sendo que a candidatura forma deve avançar no início da próxima semana,

Rússia anuncia cessar-fogo para retirar militares feridos da fábrica Azovstal

O Ministério da Defesa da Rússia anunciou esta segunda-feira um entendimento para um cessar-fogo que permita retirar soldados feridos da fábrica Azovstal, na cidade de Mariupol.

"Houve acordo com representantes dos militares da Ucrânia bloqueados na fábrica Azovstal, em Mariupol, para retirar os feridos", disse o ministério citado pela AFP, acrescentando a implementação de um "regime de silêncio" durante a evacuação.

Putin avisa que expansão militar de Suécia e Finlândia obriga a "reação" russa

Vladimir Putin garante que a Rússia não tinha quaisquer problemas com a Finlândia nem com a Suécia, mas que a expansão de infraestruturas militares nos territórios desses países obrigará a uma reação por parte de Moscovo.

Em declarações feitas, esta segunda-feira, durante um encontro, em Moscovo, da Organização do Tratado de Segurança Coletiva, o líder russo afirmou que a expansão da NATO é um problema para a Rússia e que o país vai ter de olhar atentamente para os planos da Aliança militar para aumentar a sua "influência global".

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Portugal quer ser dos países "mais rápidos" a ratificar entrada da Suécia e Finlândia na NATO

O ministro português dos Negócios Estrangeiros, João Gomes Cravinho, garante que Portugal estará entre os membros "mais rápidos" da NATO a ratificar a adesão da Suécia e da Finlândia à Aliança.

Em declarações aos jornalistas, em Bruxelas, onde se encontra para uma reunião de ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia, onde se discutem as sanções aplicadas à Rússia, Gomes Cravinho sublinhou que a posição do governo português é de um "acolhimento muito positivo" das decisões de adesão da Suécia e da Finândia à NATO.

Sublinha necessidade de haver um "processo de adesão acelerado", o ministro considerou que a aprovação política da entrada dos dois países nórdicos deverá acontecer ainda "antes da cimeira da NATO" marcada para junho.

"A rapidez da adesão vai depender da ratificação dos 30 países atuais da NATO. Portugal não será o mais lento, seguramente. Esperamos que esteja entre os mais rápidos", declarou Gomes Cravinho.

Questionado sobre se Portugal estaria disponível para mediar as conversas entre os potenciais novos membros e a Turquia, que inicialmente se mostrou contra a adesão da Suécia e da Finlândia à Aliança, o chefe da diplomacia portuguesa declarou que "uma boa base de diálogo já está em curso" entre os três países, pelo que não crê que seja necessária a intervenção de Portugal, apesar de o país ser amigo das três nações.

Em relação às palavras de Moscovo, que declarou que não será positiva para o Ocidente a adesão da Suécia e da Finlândia à Aliança, Gomes Cravinho responde que a decisão sobre a entrada de novos países na NATO só compete a esses mesmos países e à própria NATO. "Não compete a nenhum país terceiro", atirou.

"Censurar a arte e a cultura russa é censurarmo-nos a nós mesmos"

Pedro Amaral dirige a Orquestra Sinfónica da RAI, ao lado do violinista russo Vadim Repin. Esta noite, no Teatro Alla Scala de Milão, todas as notas sobem de tom pela paz e pela solidariedade entre os povos.

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McDonald's encerra definitivamente restaurantes na Rússia

A cadeia de fast-food norte-americana McDonald's vai sair definitivamente da Rússia. Num comunicado divulgado esta segunda-feira, a empresa afirmou que vai "vender todos os seus restaurantes na Rússia a um comprador local", o que implica que os pontos de venda "vão deixar de utilizar o nome, logótipo, marca e menu do McDonald's". Ainda assim, a empresa "vai manter as suas marcas registadas na Rússia".

A empresa já tinha fechado temporariamente todos os 850 restaurantes em território russo depois das sanções ocidentais impostas na sequência da guerra na Ucrânia.

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Borrell admite dificuldades com Hungria sobre sanções ao petróleo russo

O chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Josep Borrell, reconheceu esta segunda-feira as dificuldades em garantir o apoio da Hungria à proposta para sancionar o petróleo russo, devido à dependência do país das importações da Rússia.

No âmbito do agravamento das sanções contra a Rússia por ter invadido a Ucrânia, em 24 de fevereiro, a Comissão Europeia propôs um embargo à importação de petróleo russo até ao final do ano, mas a Hungria opõe-se, apesar de a proposta prever um ano suplementar de transição para o país.

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Lukashenko estará a ponderar o seu apoio à Rússia devido ao risco de sanções

O Reino Unido indicou esta segunda-feira que o Presidente bielorrusso está a ponderar o seu apoio à invasão russa da Ucrânia, de forma a evitar a participação militar direta no conflito devido ao risco de sofrer sanções do ocidente.

O Ministério da Defesa britânico, citando informações do mais recente relatório do serviço de informação militar, publicou na rede social Twitter a informação de que a Bielorrússia anunciou o envio de forças de operações especiais para fronteira com a Ucrânia, bem como unidades de defesa aérea, artilharia e mísseis no oeste do país.

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Forças de Kiev reclamam avanços militares no leste da Ucrânia

O Exército ucraniano reclama a reconquista de território em Kharkiv, a segunda maior cidade da Ucrânia, tendo conseguido que o "inimigo" recuasse até perto da fronteira da Rússia, disse o Ministério da Defesa de Kiev.

De acordo com uma nota do ministério publicada no Facebook, os "defensores ucranianos" mantêm com "êxito" a contra ofensiva em Kharkiv, levada a cabo pela Brigada 127 das Forças Armadas da Ucrânia.

Por outro lado, o Alto Comando Militar da Ucrânia acrescenta que o "inimigo" (forças russas) concentra esforços para manter posições na região.

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Moscovo considera um erro grave a adesão da Suécia e Finlândia à NATO

As candidaturas da Suécia e da Finlândia à NATO, em reação à ofensiva russa contra a Ucrânia, constituem um "grave erro", declarou esta segunda-feira o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia, Serguei Riabkov.

"É um grave erro adicional cujas consequências podem ser consideráveis", disse o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros de Moscovo citado pela agência russa Interfax.

De acordo com Riabkov a resposta da Rússia "vai depender das consequências práticas da adesão" dos dois países escandinavos à Aliança Atlântica.

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MNE ucraniano participa esta segunda-feira em Bruxelas em reunião da UE

O ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Dmytro Kuleba, participa esta segunda-feira em Bruxelas na reunião dos chefes da diplomacia da União Europeia (UE), para debater a invasão militar russa do país, quando os 27 tentam aprovar novas sanções.

A reunião, que se inicia pelas 11h00 (10h00 em Lisboa), tem como pontos de agenda uma análise dos "mais recentes acontecimentos da agressão russa contra a Ucrânia" e uma "troca de pontos de vista informal sobre esta matéria com o ministro ucraniano dos Negócios Estrangeiros, Dmytro Kuleba, e a ministra canadiana dos Negócios Estrangeiros, Mélanie Joly", esta última em Bruxelas para uma reunião ministerial UE-Canadá.

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