Rússia é "a maior e mais direta ameaça". NATO garante apoio à Ucrânia "enquanto necessário"

A guerra na Ucrânia já matou mais de quatro mil civis, segundo a ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior. Siga aqui o 126.º dia do conflito, marcado pelo discurso do presidente Zelensky na cimeira da NATO em Madrid.

PorTSF
© EPA

Putin diz que adesão de Finlândia e Suécia à NATO "não é problema" para a Rússia

​​​​​​​A Rússia não vê "nenhum problema" com a adesão da Finlândia e da Suécia à NATO, afirmou esta quarta-feira o Presidente russo, Vladimir Putin.

"Não temos problemas com a Suécia e a Finlândia, como temos com a Ucrânia", disse Putin em conferência de imprensa em Asgabate, capital do Turcomenistão.

LER MAIS

Declaração de Madrid. Rússia é a ameaça mais significativa e direta à segurança dos aliados

No primeiro dos 22 pontos da Declaração da Cimeira de Madrid, os Chefes de Estado e de Governo da Aliança do Atlântico Norte, reconhecem que estão perante "um momento crítico para a nossa segurança e paz e estabilidade internacionais", reiteram que a NATO "é uma Aliança defensiva e não representa ameaça para nenhum país" mas também que o "compromisso com o Tratado de Washington, incluindo o Artigo 5, é rígido. Neste ambiente de segurança radicalmente alterado, esta Cimeira estabelece um marco no fortalecimento da nossa Aliança e na aceleração da sua adaptação".

Logo no ponto três é condenada "a guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia nos termos mais fortes possíveis", uma vez que "prejudica gravemente a segurança e a estabilidade internacionais. É uma violação flagrante do direito internacional". Os líderes da NATO afirmam que "a terrível crueldade da Rússia causou imenso sofrimento humano e deslocamentos em massa, afetando desproporcionalmente mulheres e crianças". "A Rússia tem total responsabilidade nesta catástrofe humanitária. A Rússia deve permitir o acesso humanitário seguro, desimpedido e sustentado. Os aliados estão a trabalhar com as partes interessadas relevantes na comunidade internacional para responsabilizar todos os culpados de crimes de guerra, incluindo a violência sexual", garantem no texto.

*Por Joana Rei, em Madrid

LER MAIS

Forças em prontidão para defender aliados específicos

Jens Stoltenberg anunciou que a NATO vai reforçar as forças de defesa e dissuasão e aumentar o número de efetivos em alerta rápido para mais de 300 mil.

Serão ainda mobilizadas "forças pré-definidas para defender aliados específicos", o que não acontecia desde a Guerra Fria.

O novo conceito estratégico, aprovado esta quarta-feira, deixa bem claro que a Rússia constitui a ameaça mais significativa e direta à nossa segurança".

Ucrânia reforça pedido de armas e dinheiro para combater a invasão russa

​​​​​​​O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, reafirmou esta quarta-feira o seu pedido aos países da NATO, reunidos em cimeira em Madrid, para que forneçam artilharia moderna e apoio financeiro para a Ucrânia enfrentar a invasão russa.

"Para quebrarmos a preponderância da artilharia russa, uma vantagem significativa, precisamos de muitos mais destes sistemas modernos, artilharia moderna", disse Zelensky aos líderes da NATO, numa intervenção por videoconferência, citado pela agência francesa AFP.

LER MAIS

NATO preparada para uma guerra longa

"Esta é uma mensagem em palavras, mas também uma mensagem concreta, em equipamento, o que significa que nos estamos a preparar para o longo prazo. As guerras são imprevisíveis, por isso temos de nos preparar para o longo prazo."

Esta guerra, como todas as guerras, vai acabar na mesa de negociações”, mas é importante que os ucranianos possam chegar a um acordo “nos seus termos”.

Apoio da NATO à Ucrânia é "inabalável"

O secretário-geral da NATO elogiou a “coragem e liderança" do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, “uma inspiração para todos nós”.

“A mensagem da NATO é clara: a Ucrânia pode contar connosco enquanto for necessário”, reforçou Jens Stoltenberg, referindo que os Aliados vão continuar a enviar ajuda para Kiev, incluindo armamento e equipamento militar, mas também comunicações de segurança, combustível e medicamentos.

"O nosso compromisso é inabalável."

Stoltenberg destaca "decisão histórica" e agradece à Turquia

O secretário-geral da NATO destaca que os líderes da organização “tomaram a decisão histórica de convidar a Finlândia e a Suécia para se tornarem membros da NATO”.

Jens Stoltenberg agradece à Finlândia e a Suécia, mas também à Turquia – que permitiu o acordo, pelo desenlace das negociações. “Exigiu um trabalho árduo, durante várias semanas, com contactos múltiplos a muitos níveis diferentes.”

“Este é um bom acordo para a Turquia, é um bom acordo para a Finlândia e a Suécia e é um bom acordo para a NATO.”

"O Presidente Putin não teve êxito em fechar a porta da NATO - esta porta continua aberta", aponta Stoltenberg, reforçando que a organização sempre respeitou a decisão da Finlândia e a Suécia de não se juntarem à aliança militar, tal como agora respeita o seu desejo de aderir.

Cimeira de Madrid declara Rússia "maior e mais direta ameaça"

Os lideres da NATO declararam hoje a Rússia como a "maior e mais direta ameaça" à paz e segurança dos países Aliança Atlântica, no final da primeira sessão de trabalho da cimeira de Madrid.

"Continuamos a enfrentar ameaças distintas, de todas as direções estratégicas. A Federação Russa é a maior e mais direta ameaça à segurança, paz e estabilidade dos aliados [na NATO] na região euro-atlântica", lê-se na Declaração da Cimeira de Madrid, um texto subscrito pelos 30 chefes de Estado e de Governo da Organização do tratado do Atlântico Norte (NATO, na sigla em inglês).

EUA e aliados congelam 330 mil milhões de dólares à Rússia desde março

Os Estados Unidos e os seus aliados congelaram à Rússia mais de 330 mil milhões de dólares na sequência da aplicação de sanções impostas após a invasão da Ucrânia pelas forças de Moscovo.

De acordo com o Departamento do Tesouro norte-americano, os "aliados ocidentais", bloquearam um total de 30 mil milhões de dólares detidos por "oligarcas" e membros da elite da Rússia alvo de sanções e "imobilizaram" cerca de "300 mil milhões de dólares" do Banco Central russo, refere o comunicado do "grupo de trabalho dos aliados ocidentais" encarregado de controlar os bens russos.

Paralelamente foram apresados pelo menos cinco iates de luxo, confiscados imóveis que pertenciam aos cidadãos e entidades da Rússia alvo das restrições impostas depois da invasão da Ucrânia.

Moscovo diz que Cimeira de Madrid consolida agressividade contra a Rússia

A Rússia acusou esta quarta-feira a NATO de consolidar na cimeira de Madrid uma atitude de agressividade em relação a Moscovo e reafirmou que a esperada adesão da Finlândia e da Suécia constitui um fator "particularmente desestabilizador".

"A cimeira de Madrid consolida o curso de contenção agressiva da Rússia pelo bloco atlântico", disse o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros Serguei Riabkov aos meios de comunicação russos.

LER MAIS

"Se Putin fosse uma mulher não teria iniciado esta guerra maluca de macho”

Vladimir Putin não teria ordenado a invasão da Ucrânia se fosse mulher, afirmou o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, que acredita que o mundo seria melhor com mais mulheres no poder.

"Se Putin fosse uma mulher, o que obviamente não é, não acredito que teria embarcado nesta guerra maluca de macho, de invasão e violência, como fez", afirmou Boris Johnson ao canal de televisão alemão ZDF.

O início desta guerra é um "exemplo perfeito de masculinidade tóxica", acrescentou.

LER MAIS

Portugal antecipa 1,66% do PIB para Defesa já em 2023 e "não se compromete" com data para meta de 2%

À chegada à cimeira da NATO, em Madrid, António Costa relembra que Portugal "tem, este ano", uma forte presença militar na Roménia". "Vamos continuar, acompanharemos o reforço da NATO e participaremos de forma adequada àquilo que são as nossas circunstâncias."

O primeiro-ministro adianta que o país "vai cumprir em 2023 aquilo que tinha assumido para 2024, que é dedicar 1,66% do PIB à Defesa". "Estamos com um forte reforço das capacidades dos vários ramos das Forças Armadas", acrescenta.

É preciso que "cada euro investido valha por três, cada euro tem que servir para apoiar o nosso sistema científico nacional, reforçar a defesa e aumentar capacidades", defende.

Questionado sobre a meta de 2% do PIB para a Defesa, Costa responde: "Temos que ter compromisso ao longo da década para convergir para esse objetivo mas, de uma forma séria, não podemos comprometer-nos com uma data" tendo em conta a situação de incerteza global. O chefe de Governo assegura ainda que Portugal deve "continuar com o firme compromisso de redução da dívida pública". "Portugal assume os compromissos que pode cumprir", finaliza.

LER MAIS

Ana Miguel dos Santos: "Putin não pode ganhar. Temos que mostrar que somos fortes"

OUÇA AQUI O PROGRAMA CONSELHO DE GUERRA

Rússia já disparou mais de 2800 mísseis contra o país

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou na terça-feira que o Exército russo já disparou um total de 2.811 mísseis contra as cidades ucranianas, desde o início da guerra em 24 de fevereiro.

"A partir desta noite, o número total de mísseis russos que atingiram as nossas cidades já é de 2811. Temos todas as provas do que as tropas russas estão a fazer contra o nosso povo", escreveu o chefe de Estado no serviço de mensagens Telegram.

LER MAIS

NATO reforça forças "até ao próximo ano". Stoltenberg classifica Rússia como "ameaça direta"

As forças de reação rápida da NATO, que irão aumentar dos atuais 40 mil para 300 mil, estarão "prontas até ao próximo ano" e serão atribuídas a países do leste da Europa, anunciou esta quarta-feira o secretário-geral da Aliança.

"No que se refere às forças de reação rápida, acho que estarão prontas até ao próximo ano. Iremos tomar a decisão agora, e depois vamos começar a implementação, e depois vão estar disponíveis e prontas no próximo ano, esse é que é o plano", afirmou Jens Stoltenberg, sublinhando que "a Rússia representa uma ameaça direta à segurança da NATO".

LER MAIS

Estados Unidos anunciam sanções contra indústria militar russa

O Governo dos Estados Unidos anunciou sanções económicas contra 70 empresas e 29 pessoas com ligações às Forças Armadas russas, tendo como objetivo reduzir o seu poder militar e os seus esforços na invasão da Ucrânia.

Num comunicado, o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos detalhou visados, já anunciados na segunda-feira no âmbito do G7.

De acordo com o Tesouro, uma das entidades sancionadas é a Rostec, conglomerado público russo dedicado a aumentar e consolidar o poder da Rússia em áreas como tecnologia, militar e aeroespacial, com subsidiárias em aviação, defesa, automóveis e metais.

Zelensky intervém na cimeira da NATO

Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky intervém hoje, por videoconferência, na cimeira da NATO, que decorre em Madrid, com mais de quarenta chefes de Estado e de Governo e um programa condicionado pela guerra na Ucrânia.

Estarão em Madrid delegações de 44 países, incluindo Portugal, e o número de líderes de Governo e de chefes de Estado é o maior de sempre numa cimeira da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO, na sigla em inglês), que tem sido designada como "chave", "transformadora", "crucial" ou "histórica" pelos dirigentes dos estados-membros e da própria aliança militar, atendendo à invasão russa da Ucrânia, em 24 de fevereiro.

Durante esta cimeira, hoje e quarta-feira, os 30 países aliados na NATO vão aprovar o reforço de meios no terreno no leste da Europa e de tropas em prontidão, que neste caso passarão de 40 mil para mais de 300 mil, segundo declarações do secretário-geral da Aliança Atlântica, Jens Stoltenberg, que disse estar em causa "a maior revisão" da estratégia de dissuasão e defesa da organização desde a Guerra Fria.

Na terça-feira, a Turquia levantou o seu veto à adesão da Finlândia e da Suécia à NATO, após a assinatura de um memorando que "responde às preocupações" de Ancara.

LER MAIS

Abrimos este liveblog para acompanhar os acontecimentos do 126.º dia da guerra na Ucrânia. Pode ler o essencial das últimas 24 horas aqui.

Rússia representa uma "ameaça directa" à segurança da NATO, diz Stoltenberg

Relacionados

Veja Também

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG