"Andamos a queimar o nosso dinheiro." Portugueses na Austrália pedem ajuda para voltar

Portugueses gastam dinheiro a comprar voos que depois acabam cancelados.

Francisco Brito trabalha e estuda na área do turismo e restauração em Sidney, na Austrália. É um dos mais de 100 portugueses retidos em território australiano e neozelandês e quer regressar a Portugal.

"Faço parte de um grupo de WhatsApp que neste momento tem 110 portugueses que estão espalhados pela Austrália e Nova Zelândia. A maioria de nós veio para cá para trabalhar, viajar e, no meu caso, também estudar. Trabalhamos todos na área do turismo, hotelaria e restauração, que sofreu um grande rombo. Todos os cafés, bares e restaurantes encerraram durante os próximos seis meses, ou seja, todos ficámos sem emprego, sem qualquer rendimento", explicou à TSF Francisco Brito.

Diz que o regresso não está fácil, tendo em conta o encerramento do espaço aéreo de vários países. Compram-se bilhetes por largas centenas de euros para voos que, logo depois, são cancelados. Quando existem, os preços são exorbitantes. Há queixas destes portugueses quanto à resposta dada pela Embaixada de Portugal em Camberra.

"Todos mandámos um e-mail a dar conta da nossa situação à embaixada, mandámos uma carta em conjunto também, fizeram-se chamadas telefónicas, inclusive com o embaixador, e o feedback foi sempre o mesmo. Respostas robóticas e copy paste para todos.

Basicamente só diziam para tentarmos procurar soluções alternativas de voos comerciais, ou seja, andamos a comprar voos que andam a ser cancelados porque todos os espaços aéreos internacionais estão a fechar consecutivamente. Andamos a queimar o nosso dinheiro, a comprar voos à toa, sem qualquer tipo de garantia", afirmou o português.

Francisco Brito deixa um pedido dirigido ao Ministério dos Negócios Estrangeiros.

"Precisamos efetivamente de auxílio. Sidney é uma cidade caríssima, vive-se com cerca de 500 dólares por semana. Aqui paga-se tudo à semana, ou seja, agora cada semana que eu fique aqui sem emprego vai ser um prejuízo e a qualquer altura o nosso dinheiro vai acabar. Vai ser complicado porque as fronteiras vão fechar em breve", acrescentou Francisco Brito.

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