Pervez Musharraf, antigo presidente do Paquistão, condenado à morte

O ex-líder militar esteve na presidência do Paquistão entre 2001 e 2008.

Pervez Musharraf, ex-presidente do Paquistão, foi condenado a pena de morte, devido a uma acusação de alta traição e suspensão da constituição ao ter imposto um estado de emergência em 2007.

"Um tribunal especial formado por três juízes condenou Pervez Musharraf à morte. O tribunal determinou que havia cometido alta traição", declarou o advogado do antigo chefe de Estado paquistanês, Azhar Siddique.

O ex-presidente renunciou ao cargo em 2008 numa altura em que se preparava para enfrentar um processo de destituição.
Musharraf chegou ao poder em 1999 e ganhou notoriedade mundial depois de apoiar os EUA na guerra ao terror liderada por Washington.

O ex-líder, que continua popular entre militares e serviços secretos do país, regressou ao Paquistão em 2013, para participar nas eleições parlamentares, sendo detido pouco depois de chegar ao país.

O ex-general do Exército Paquistanês, de 76 anos, está no Dubai, para onde viajou em março de 2016, alegando problemas médicos e com a promessa de regressar entre "quatro e seis semanas". Mas, desde então, recusou-se a retornar ao Paquistão.

Musharraf enfrenta, ainda, outras acusações graves, incluindo o assassinato da ex-primeira ministra Benazir Bhutto, morto num ataque suicida em 2007.

Um tribunal paquistanês ordenou a detenção do general em caso de regresso ao país, depois de ter o declarado contumaz.

O processo de traição contra o ex-presidente começou em 2013 e Musharraf era acusado de impor o estado de emergência e decretar a prisão de dezenas de juízes no Governo do então primeiro-ministro Nawaz Sharif, precisamente o Presidente que Musharraf retirou do poder num golpe de Estado em 1999.

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