António Guterres inicia visita oficial ao Senegal

O secretário-geral da ONU vai encontrar-se com o Presidente senegalês e deve reunir-se com o Presidente nigeriano.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, inicia este domingo uma visita oficial ao Senegal, no âmbito de uma deslocação, a propósito do Ramadão, que termina esta noite, que o levará também ao Níger e Nigéria.

Segundo a agência noticiosa estatal senegalesa APS, Guterres chegou no sábado à capital, Dakar, onde vai esta domingo presidir a uma reunião interna no escritório sub-regional da ONU.

Em seguida, o secretário-geral da ONU partirá para a futura sede da ONU na África Ocidental, em Diamniadio, um novo centro urbano a cerca de 30 quilómetros da capital do Senegal, segundo a emissora Radio France International.

Guterres vai ainda encontrar-se com o Presidente senegalês, Macky Sall, atual presidente da União Africana, com quem partilhará um 'iftar', a quebra do jejum diário no mês do Ramadão, após o pôr-do-sol, avançou esta semana o porta-voz adjunto da ONU, Farhan Haq.

O secretário-geral da ONU participará também nas comemorações do Eid al Fitr, o dia que marca final do Ramadão, juntamente com o Presidente do Níger, Mohamed Bazum.

Guterres deve ainda reunir-se com o Presidente nigeriano, Muhammadu Buhari.

Farhan Haq disse numa conferência de imprensa, esta semana, que Guterres vai reunir-se, nos três países, com altos funcionários do governo, além de representantes da sociedade civil, incluindo mulheres, grupos juvenis e líderes religiosos.

O secretário-geral da ONU viajou para África depois de ter visitado Moscovo e Kiev, sobretudo para tentar permitir a retirada de civis das áreas da Ucrânia bombardeadas por tropas da Rússia.

Na quinta-feira, a organização Human Rights Watch (HRW) alertou que milhões de pessoas em África poderão passar fome devido aos impactos da guerra na Ucrânia no continente, onde muitos países já viviam uma crise alimentar devido ao clima e à pandemia.

"O aumento dos preços está a agravar a situação de milhões de pessoas atiradas para a pobreza pela pandemia, o que requer ação urgente dos governos e da comunidade internacional", disse a investigadora sénior da HRW Lena Simet, citada num comunicado da organização.

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