Antony Blinken tenta aliviar tensões com França em Paris

Uma crise sem precedentes entre os EUA e a França foi aberta após a Austrália ter cancelado a compra de submarinos franceses a favor da compra de submarinos norte-americanos.

O chefe da diplomacia norte-americano, Antony Blinken, encontra-se esta terça-feira em visita oficial a Paris, para participar numa reunião da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE). Consta na agenda do secretário de Estado de Joe Biden um encontro com o seu homólogo francês, Jean-Yves Le Drian, com o objetivo de tentar uma reconciliação com a França. Este encontro deve-se a uma recente crise diplomática, devido ao cancelamento do contrato dos submarinos pela Austrália, a favor da compra de submarinos nucleares norte-americanos.

Jean-Yves Le Drian, ministro dos Negócios Estrangeiros francês, defendeu que uma decisão unilateral e imprevisível entre aliados não faz sentido: "Esta decisão unilateral, brutal e imprevisível lembra o senhor Trump. Descobrimos brutalmente através de uma declaração de Biden que o contrato entre a Austrália e a França foi cancelado e que os Estado Unidos vão fazer uma proposta nuclear, sobre o qual desconhecemos o conteúdo, isto não se faz entre aliados que querem desenvolver uma parceria Indo-Pacífico coerente e estruturada".

O secretário de Estado americano considera Paris, onde passou dez anos da sua adolescência, como uma segunda casa. Apaixonado pela França desde cedo, Antony Blinken foi calorosamente acolhido na capital francesa na sua última visita, no passado mês de junho.

Deste então, uma crise sem precedentes entre os dois países surgiu devido a uma parceria Indo-Pacifico, e no seguimento do cancelamento da compra de submarinos franceses a favor da compra de submarinos norte-americanos.

Segundo o jornal New York Times, os franceses não entendem por que motivo Blinken não os informou deste pacto com a Austrália e o Reino Unido na visita em junho.

O chefe da diplomacia norte-americana não esconde o mal-estar mediante a indignação francesa, que constitui uma crise sem precedentes com o mais antigo aliado dos Estado Unidos. Antony Blinken vai tentar aliviar as tensões em Paris, sabendo que só com tempo e investimentos concretos poderá voltar a ganhar confiança da França.

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