Armazém com 2.750 toneladas de nitrato de amónio na origem do desastre em Beirute

O primeiro-ministro libanês já afirmou serem inadmissíveis as condições em que as toneladas de nitrato de amónio estavam armazenadas no porto de Beirute.

Uma quantidade de 2.750 toneladas de nitrato de amónio estava armazenada no depósito do porto de Beirute que explodiu, fazendo pelo menos 78 mortos e mais de quatro mil feridos, revelou o primeiro-ministro libanês, Hassan Diab.

"É inadmissível que um carregamento de nitrato de amónio, estimado em 2.750 toneladas, estivesse há seis anos num armazém, sem medidas de precaução. É inaceitável e não podemos calar-nos sobre esta questão", disse o primeiro-ministro durante a reunião do Conselho Superior de Defesa, segundo relato de um porta-voz em conferência de imprensa.

O nitrato de amónio é um fertilizante químico e também é um componente de explosivos.

Duas enormes explosões no porto de Beirute fizeram na terça-feira pelo menos 78 mortos e quatro mil feridos e provocaram cenas de devastação na capital libanesa.

A deslocação do ar provocada pela deflagração foi sentida até na ilha de Chipre, a mais de 200 quilómetros de Beirute.

"Não vamos descansar enquanto não encontrarmos o responsável pelo que se passou, para que ele preste contas", prometeu o primeiro-ministro.

O Conselho Superior de Defesa recomendou ao Governo que decrete o estado de calamidade por duas semanas na cidade de Beirute.

Durante esse período, "um poder militar supremo será encarregue de todas as prerrogativas em matéria de segurança", segundo o comunicado de encerramento da reunião do conselho.

O Governo prevê realizar uma reunião de emergência esta quarta-feira.

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