Assange preso há dois anos. Mulher quer que Reino Unido faça pressão sobre EUA para acusações caírem

Dois anos depois de ter sido obrigado a deixar a Embaixada do Equador em Londres, Julian Assange continua à espera de saber se vai ou não ser extraditado para os Estados Unidos. Para marcar esta data, a mulher de Assange defendeu que, se quer ter força frente aos regimes autoritários, o Reino Unido deve tentar convencer Joe Biden a deixar cair as acusações contra o líder da WikiLeaks.

A mulher de Julian Assange está convencida de que a decisão do Reino Unido de mantê-lo na prisão é um embaraço permanente para o país perante o resto do mundo, não só ao nível da política interna, como também em organizações internacionais como as Nações Unidas.

Numa entrevista ao jornal The Guardian, Stella Moris afirma não ser possível competir com a China em matéria de valores quando Assange permanece numa prisão de alta segurança por divulgar crimes de guerra.

A mulher do fundador da WikiLeaks sustenta que esta situação dá aos críticos o instrumento ideal para atacar o Reino Unido e é também o trunfo dos líderes autoritários, sempre que forem atacados pelo Governo britânico.

Stella Moris advoga ainda que a prisão de Julian Assange contraria a campanha global de defesa da liberdade de imprensa que o Ministério britânico dos Negócios Estrangeiros tem em curso. Aliás, reforça, esta posição comprova que o que pensam todos os grandes grupos de defesa dos direitos humanos pensam, tal como a Amnistia Internacional, a Humans Right Watch e os Repórteres em Fronteira, é verdade.

Outra das críticas lançadas pela mulher de Assange é a de que Londres se encontra refém da guerra que a antiga Administração Trump lançou contra o jornalismo.

O fundador da WikiLeaks está na cadeia de alta segurança de Belmarsh, a Sul de Londres, desde 11 de abril de 2019. Foi detido pela primeira vez a 7 de dezembro de 2010, tendo ficado dez dias numa prisão da capital britânica. Depois de quase um ano e meio de prisão domiciliária, passou sete anos fechado na Embaixada do Equador.

Em dezembro de 2020, em plena pandemia, o relator especial da ONU para a tortura pediu a sua libertação imediata ou, em alternativa, a passagem para a prisão domiciliária. Nessa altura, Nils Melzer fez questão de sublinar que Julian Assange não é um condenado e que não representa qualquer ameaça, pelo que mantê-lo numa cadeia de alta segurança é desproporcionado, desnecessário e não tem base legal.

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