"Assegurar que Hiroshima é irrepetível no mundo de hoje parece-me arriscado"

No dia em que se assinala o 75.º aniversário do bombardeamento nuclear de Hiroshima, o historiador Fernando Rosas defende que a memória da destruição pode não ser suficiente para travar um desastre destas proporções.

Fernando Rosas acredita que a possibilidade de um conflito nuclear nos dias de hoje é maior do que "se quer admitir". No dia em que se assinala o 75.º aniversário do bombardeamento nuclear de Hiroshima, o historiador defende que um acontecimento dessas proporções poderá não ser "irrepetível".

Em entrevista à TSF, Fernando Rosas explica que " o mundo hoje está a correr um risco de guerra de grandes proporções, decorrente das novas disputas entre velhos imperialismos e imperialismos emergentes" e, por isso mesmo, "a possibilidade de um conflito de grandes dimensões degenerar num conflito nuclear é novamente muito maior do que aquilo que geralmente se quer admitir".

Na visão do historiador, a memória da destruição pode não ser suficiente para travar um desastre destas proporções, já que "os ensinamentos que se tiram da guerra com os anos esquecem-se ou as circunstâncias fazem com que eles se diminuam ou se diluam".

Apesar de acreditar que "toda a gente deve lutar" para que a tragédia não se repita, Fernando Rosas considera que não está em condições de o garantir: "Assegurar que Hiroshima é irrepetível no mundo de hoje parece-me arriscado."

Ainda assim, o historiador prevê que "o medo da destruição total" possa servir de "barreira" a um desastre destas dimensões.

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