Assembleia geral da ONU vai ser totalmente remota e com a China como tema de destaque

A pandemia, as mudanças na organização e a importância do multilateralismo são também temas certos nas intervenções.

A assembleia geral das Nações Unidas será totalmente remota este ano, e as intervenções dos chefes de Estado serão gravadas.

O acordo em torno deste modelo que não foi consensual ou pacífico, mas, dada a realidade imposta pela pandemia, os líderes mundiais evitam assim a deslocação até Nova Iorque.

A pandemia, as mudanças na organização e a importância do multilateralismo são temas certos nas intervenções.

José Pedro Teixeira Fernandes, investigador do Instituto Português de Relações Internacionais, da Universidade Nova de Lisboa, considera que o tema mais marcante e que mais pautará a sessão deste ano será a influência da china, no mundo atual.

"A China está a ter um tipo de alinhamento e posicionamento que a tornam cada vez mais influente no sistema das Nações Unidas, ou seja, nos seus órgãos fundamentais com conselho de segurança, ou até nas áreas das operações de paz", analisa o investigador, que sublinha uma "dificuldade de gestão das Nações Unidas e do atual secretário-geral, António Guterres", face à medição de forças da República Popular da China.

Aliás, exemplifica José Pedro Teixeira Fernandes, "se pensarmos que as operações de paz das Nações Unidas têm um terreno principal em África, quem é o principal componente dessas operações é a China".

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