Associação da Hotelaria quer "modelos uniformes" e "imperativos" para viagens na UE

Cristina Siza Vieira alerta para o impacto negativo que teria a adoção de diferentes limitações e condicionalismos às viagens, afirmando que "uma coisa foi a aprovação do 'digital green pass' pelo Parlamento Europeu e outra é o que cada país vai fazer relativamente às condições para viajar".

A Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) destacou esta terça-feira a importância de a Europa falar "a uma só voz" nas regras para circulação entre Estados-membros dos portadores do certificado de vacinação, defendendo a adoção de "modelos uniformes" e "imperativos".

"Vamos ver como a Europa fala a uma só voz. Porque uma coisa foi a aprovação do 'digital green pass' pelo Parlamento Europeu e outra é o que cada país vai fazer relativamente às condições para viajar", afirmou a vice-presidente executiva da AHP, alertando para o impacto negativo que teria a adoção de diferentes limitações e condicionalismos às viagens.

Falando durante o 'webinar' (seminário 'online') de lançamento da Revista de Tendências Turismo'21, Cristina Siza Vieira destacou a importância da aprovação, na quinta-feira, do certificado de vacinação pelo Parlamento Europeu, mas disse ter a "expectativa" de que a Comissão Europeia venha agora a aprovar "modelos uniformes, que depois se tornem imperativos", para a implementação deste 'passaporte' nos vários países europeus.

"A questão é premente", sustentou, considerando que "Portugal tem, [estando] na presidência do Conselho Europeu até ao final do mês de junho, uma oportunidade para liderar o caminho" a este nível.

O Parlamento Europeu aprovou na quinta-feira a proposta para a criação de um certificado de vacinação, cujo objetivo é facilitar a circulação entre Estados-membros. A próxima etapa será a negociação com o Conselho da União Europeia, atualmente presidido por Portugal, relativamente ao livre-trânsito digital, comprovativo de testagem, recuperação ou vacinação contra a Covid-19.

Na sua intervenção, a vice-presidente executiva da AHP defendeu ainda a importância de o plano de relançamento do turismo a apresentar pelo Governo "ter um eixo fundamental na promoção", nomeadamente para "incrementar e criar novos fatores de procura" do destino Portugal, avançando como exemplo o 'voucher' de até 200 euros por pessoa atribuído por Malta a cada turista que visite o país.

"Há a necessidade, para lá da capitalização das empresas, de uma capitalização junto do próprio turista, que continua a ser sensível à questão do dinheiro. Seja porque se oferecem os [testes] PCR, seja porque se oferece algo que é sensível do ponto de vista monetário, como três noites por duas", sustentou.

Segundo Cristina Siza Vieira, "não pode é passar apenas pela hotelaria oferecer essas condições", porque o setor "está exangue e no limite das suas forças".

"Temos de viver juntos esta captação dos turistas, temos de oferecer o destino de forma atrativa e de criar uma atração permanente. Temos de estar no radar dos que nos procuram com algo adicional que torne ainda mais atrativo o 'fique connosco'", rematou.

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