Associação Zero em Madrid. Uma "contra-cimeira" contra a "hipocrisia dos governos"

Acácio Pires, da Zero, está a participar neste encontro, e explica à TSF que a cimeira tem a "intenção de mobilizar o máximo de organizações não-governamentais e também as próprias pessoas".

Enquanto na chamada "zona verde" se prepara a semana das negociações de alto nível da COP25, em Madrid também decorre uma contra-cimeira em que os movimentos ativistas procuram um contraponto ao que chamam a hipocrisia das representações governamentais.

Entre as signatárias do manifesto da cimeira estão as portuguesas 2degrees artivism, A Coletiva, Aterra, Climáximo, Extinction Rebellion Coimbra, Greve Climática Estudantil, PTrevolutionTV, TROCA- Plataforma por um Comércio Internacional Justo, Youth for the Future e Zero - Associação Sistema Terrestre Sustentável.

Acácio Pires, da Zero, está a participar neste encontro, e explica à TSF que "haverá um conjunto alargado de sessões sobre um conjunto diversificado de temas, todos com conexões com a questão das alterações climáticas".

De acordo com o ambientalista, esta conferência tem "intenção de mobilizar o máximo de organizações não-governamentais e também as próprias pessoas que estão preocupadas com o tema mais relevante da atualidade, no sentido de encontrar soluções entre todos e de as poder oferecer à sociedade civil".

"Como disse ontem sabiamente a jovem Greta Thunberg, esta questão tem de ser resolvida pela sociedade como um todo, e não serão apenas as elites políticas e económicas que poderão resolver o problema", preconiza Acácio Pires. Para o representante da Zero, a preponderância deste encontro prende-se com a consciencialização da sociedade civil. "As populações que já estão a sofrer com estes problemas" têm, "de alguma maneira, de se mobilizar para os resolver", refere.

De acordo com Acácio Pires, "ser ao mesmo tempo que a cimeira serve também como fator mobilizador e como fator de pressão sobre os líderes".

Segundo o manifesto de convocação da cimeira social, é preciso "desmascarar a hipocrisia dos governos que vêm fracassando há décadas nas negociações climáticas", ao mesmo tempo em que são assinados tratados comerciais e de investimento como "ferramentas de dominação do capital", visando perpetuar o "desequilíbrio de poder que permite o luxo de poucos à custa do sofrimento da maioria...".

O conhecido Passeio da Castelhana, a maior e mais larga avenida de Madrid, que atravessa a cidade desde o centro para norte, apresenta um espaço "versátil", utilizado para a "participação social".

As autoridades espanholas consideram que as ações dos grupos ambientalistas não são, em princípio, violentas nem geram problemas de segurança, mas estão conscientes de que alguns grupos radicais possam aproveitar para realizar desacatos durante um evento de 12 dias com projeção internacional que reúne 195 países.

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