Ataque de sábado em Cabul fez 10 mortos e 51 feridos

O Estado Islâmico reivindicou a autoria do ataque.

O número de vítimas do ataque de sábado em Cabul elevou-se para 10 mortos e 51 feridos, segundo um novo balanço realizado hoje pelo vice-presidente afegão, que prometeu encontrar os culpados.

"Encontraremos as redes que ajudaram a transportar os materiais ('rockets') utilizados no ataque", que foi reivindicado pelo grupo 'jihadista' Estado Islâmico (EI), disse Amrullah Saleh na sua página na rede social Facebook.

Os atacantes dispararam 23 'rockets' sobre o centro de Cabul, perto da Zona Verde, onde se situam as embaixadas e empresas internacionais, além do palácio governamental e outras estruturas governamentais.

Os 'rockets' atingiram zonas densamente povoadas, nomeadamente um hospital.

Num comunicado, o EI reivindicou no sábado o ataque.

O grupo já tinha reivindicado a autoria de alguns dos ataques mais sangrentos dos últimos meses, como um contra a Universidade de Cabul no início de novembro e outro contra um centro educativo em outubro.

No entanto, os responsáveis governamentais afegãos têm responsabilizado os talibãs ou os seus aliados pelos ataques e fizeram o mesmo em relação ao ataque de sábado.

Nos últimos seis meses, os talibãs realizaram 53 ataques suicidas e 1.250 atentados que fizeram 1.210 mortos e 2.500 feridos entre civis, disse esta semana o porta-voz do Ministério do Interior, Tariq Arian.

O país continua a ser afetado pela violência, apesar de estarem em curso negociações entre Cabul e os talibãs desde 12 de setembro.

As explosões de sábado aconteceram no mesmo dia em que o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, se reuniu no Qatar com negociadores do movimento extremista islâmico talibã e do governo do Afeganistão, dias após os EUA anunciarem uma retirada substancial das tropas naquele país.

As reuniões com ambas as partes realizam-se após o secretário de Defesa em exercício, Christopher C. Miller, ter anunciado oficialmente na terça-feira a retirada parcial das tropas norte-americanas no Afeganistão. Das atuais 4.500 só devem permanecer 2.500 após 15 de janeiro de 2021.

O Presidente dos EUA, Donald Trump, prometeu, à chegada à Casa Branca em 2017, pôr fim à presença de soldados norte-americanos em território afegão, mas foi persuadido pelos generais a deixar uma parte para ajudar a estabilizar a situação no país.

No final de fevereiro, os talibãs e os EUA assinaram um acordo histórico em Doha, com os norte-americanos a anunciarem a retirada das tropas no prazo de 14 meses, com a outra parte a comprometer-se em impedir que o território afegão preste apoio a atividades terroristas no futuro.

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