Mais de 30 mortos em ataque num infantário na Tailândia. Atacante é um ex-polícia

Pelo menos 24 crianças estão entre as vítimas mortais.

Um tiroteio num centro pré-escolar numa zona rural do nordeste da Tailândia causou pelo menos 35 mortos. De acordo com um comunicado da polícia tailandesa, citado pela imprensa internacional, há pelo menos 24 crianças e 11 adultos entre os mortos, incluindo a mulher e filho do atirador. Há ainda, pelo menos, 15 feridos, oito dos quais em estado grave, disse a polícia.

O agressor, um ex-polícia de 34 anos cuja fotografia foi difundida pela polícia, usou armas de fogo e esfaqueou crianças e adultos, e pôs-se em fuga.

Segundo a AFP, depois do ataque, o homem pôs-se em fuga e continuou a disparar do carro, atingindo várias pessoas na rua. Pouco depois acabou por se suicidar, uma informação entretanto confirmada pelas autoridades.

Os media locais relatam que o tiroteio aconteceu durante a tarde no distrito de Na Klang na província de Nong Bua Lamphu, numa altura em que as crianças estavam a dormir.

De acordo com a Reuters, que cita a polícia, três das crianças vítimas deste ataque têm dois anos. Ainda segundo a polícia, o atirador tinha estado numa audiência no tribunal a propósito de uma acusação relacionada com o uso de drogas. Foi também por esse motivo que foi suspenso da polícia, há cerca de um ano.

O primeiro-ministro, Prayuth Chan-ocha, descreveu o tiroteio como um acontecimento "chocante" e expressou condolências às famílias das vítimas.

As autoridades locais apelaram à população para que doasse sangue. A creche situa-se na cidade de Uthai Sawan, na província de Nong Bua Lamphu, a cerca de 200 quilómetros a nordeste da capital tailandesa, Banguecoque.

A notícia do ataque espalhou-se rapidamente por todo o país e desencadeou cenas de desespero e angústia em Uthai Sawan, uma cidade rural com cerca de 80.000 habitantes.

Dezenas de familiares das vítimas correram para o infantário, que foi isolado pela polícia, em busca de informações sobre os acontecimentos e as identidades das vítimas.

Algumas das mães em desespero tiveram de receber atenção médica, enquanto outras foram confortadas por outros residentes, de acordo com imagens divulgadas nas redes sociais por testemunhas, citadas pelas agências internacionais.

Uma das professoras que estavam na creche descreveu os momentos aterradores e testemunhou que o atacante "disparava, partia vidros e matava" adultos e crianças.

Os ataques deste género são raros na Tailândia, mas em fevereiro de 2020, um oficial do exército matou 29 pessoas depois de ter discutido com um superior.

Notícia atualizada às 13h37

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