Ataque russo é "impróprio entre Estados civilizados" e ameaça a Europa

Vários líderes mundiais manifestaram-se contra a ofensiva russa na Ucrânia que se iniciou na madrugada desta quinta-feira.

Um ato "impróprio entre Estados civilizados", que ameaça "civis inocentes" e submerge a Europa na "hora mais escura" desde a Segunda Guerra Mundial, foi como líderes mundiais se referiram esta quinta-feira ao ataque militar da Rússia à Ucrânia.

O primeiro-ministro holandês, Mark Rutte, sublinhou que é "impróprio que Estados civilizados se invadam" e "não há justificação para este ato, que representa uma ameaça para a estabilidade da Europa e de todo o mundo".

"A Bélgica condena veementemente o ataque russo à Ucrânia. Esta é a hora mais escura da Europa desde a Segunda Guerra Mundial", disse, por seu turno, o primeiro-ministro belga, Alexander De Croo

Uma agressão "desnecessária e não provocada", diz o Governo da Bélgica e também o da Irlanda, cujo primeiro-ministro, Micheál Martin, usou também o termo "injustificável" para condenar o ataque, prometendo que "a Rússia pagará um preço elevado por este escandaloso ato de agressão".

Do Irão, que culpou o Ocidente pelo recrudescer da tensão, veio um apelo ao cessar-fogo.

A guerra não é "uma solução", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Hossein Amir-Abdollahian, e é "imperativo estabelecer um cessar-fogo" entre a Rússia e a Ucrânia e "encontrar uma solução democrática e política".

"Injustificável" e um ato que "viola o direito internacional e ameaça a vida de civis inocentes", considerou o Presidente da Albânia, Ilir Meta, manifestando solidariedade com o povo ucraniano, numa mensagem semelhante à do Presidente do Kosovo, Vjosa Osmani, que expressou o apoio do seu país à Ucrânia e ao seu povo "quando confrontado com as consequências de uma guerra que não provocou".

O primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis, disse que o "mundo democrático" deve enfrentar o "revisionismo" da História e defendeu que é nestes momentos que "a responsabilidade dos Governos, dos povos, mas também da família europeia é julgada".

O Canadá denunciou os "atos revoltantes" da Rússia, garantindo que "não ficarão impunes", com o primeiro-ministro, Justin Trudeau, a instar Moscovo a cessar todas as "ações hostis e provocatórias", a retirar as suas tropas do país e a respeitar "a soberania e a integridade territorial da Ucrânia".

O Presidente finlandês, Sauli Niinistö, disse que Rússia "atacou a Ucrânia, mas ao mesmo tempo atacou toda a segurança europeia" e manifestou a sua "comoção" face aos acontecimentos.

Israel, através do seu ministro dos Negócios Estrangeiros, Yair Lapid condenou o "ataque da Rússia à Ucrânia, que constitui uma grave violação da ordem mundial".

A Rússia lançou esta quinta-feira de madrugada uma ofensiva militar em território da Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamento de alvos em várias cidades, que as autoridades ucranianas dizem ter provocado dezenas de mortos nas primeiras horas.

O Presidente russo, Vladimir Putin, disse que o ataque responde a um "pedido de ajuda das autoridades das repúblicas de Donetsk e Lugansk", no leste da Ucrânia, cuja independência reconheceu na segunda-feira, e visa a "desmilitarização e desnazificação" do país vizinho.

O ataque foi de imediato condenado pela generalidade da comunidade internacional e motivou reuniões de emergência de vários governos, incluindo o português, e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), União Europeia (UE) e Conselho de Segurança da ONU.

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