Ataque russo mata 10 pessoas que estavam na fila para o pão em Chernigiv

Autoridades ucranianas afirmam que tropas russas disparam sobre os civis.

Pelo menos dez pessoas morreram, esta quarta-feira, na cidade de Chernigiv, no norte da Ucrânia, quando tropas russas dispararam sobre civis que se encontravam na fila para comprar pão, indicaram as autoridades ucranianas.

"Em Chernigiv, as tropas russas dispararam sobre as pessoas que faziam fila para comprar pão: pelo menos dez mortos", escreveu o Serviço Estatal de Comunicações Especiais e Proteção da Informação da Ucrânia na sua conta da rede social Twitter, sobre um acontecimento de que não há informação pormenorizada por parte do Governo ucraniano.

Um correspondente da televisão estatal ucraniana Suspilne que disse ter sido testemunha do ataque, também noticiou o tiroteio e confirmou o número de vítimas mortais, indicou a agência Interfax-Ukraine.

Por seu lado, a agência ucraniana Ukrinform precisou que o ataque ocorreu pelas 10h00 locais (8h00 em Lisboa).

"Hoje, as forças russas dispararam e mataram dez pessoas que faziam fila para comprar pão em Chernigiv. Estes terríveis ataques têm de cessar", disse, por sua vez, a embaixada dos Estados Unidos, na sua conta do Twitter.

"Estamos a considerar todas as opções disponíveis para garantir a prestação de contas por qualquer crime atroz na Ucrânia", acrescentou a representação diplomática norte-americana.

A Rússia lançou na madrugada de 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que causou já a fuga de 4,8 milhões de pessoas, mais de três milhões das quais para os países vizinhos, de acordo com os mais recentes dados da ONU -- a pior crise de refugiados na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, e muitos países e organizações impuseram à Rússia sanções que atingem praticamente todos os setores, da banca ao desporto.

A guerra na Ucrânia, que entrou, esta quarta-feira, no 21.º dia, causou um número ainda por determinar de mortos e feridos, que poderá ser da ordem dos milhares.

Embora admitindo que "os números reais são consideravelmente mais elevados", a ONU confirmou hoje pelo menos 726 mortos e 1.174 feridos entre a população civil, incluindo mais de uma centena de crianças.

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