Ataques a hospital e zonas residenciais na Ucrânia, Putin apoia envio de voluntários para combater e outros destaques TSF

Na sequência da aprovação, por parte da Rússia, de um mecanismo que facilita o envio de combatentes voluntários para zonas de conflito na Ucrânia, o Kremlin anunciou que os cidadãos sírios podem voluntariar-se para combater as forças ucranianas.

O 16.º dia da guerra entre a Rússia e a Ucrânia fica marcado por um ataque a um hospital psiquiátrico perto da cidade ucraniana de Izyum, no leste do país. Oleh Synegubov, governador da região de Kharkiv, disse que 330 pessoas estavam dentro do hospital no momento em que se deu o bombardeamento, entre elas doentes em cadeiras de rodas ou com problemas de mobilidade.

Destaque também para os ataques aéreos das forças russas nas cidades ucranianas de Lutsk e Dnipro, que atingiram zonas residenciais, tendo sido registado pelo menos um morto.

O presidente russo ordenou ao exército para que seja facilitado o envio de "voluntários" para a Ucrânia para responderem ao que disse ser "o envio de mercenários" pelo Ocidente. Nesta sequência, o Kremlin disse que os cidadãos sírios podem voluntariar-se para combater as forças ucranianas.

Do lado da União Europeia, os 27 prometeram "estreitar os laços com a Ucrânia", dando uma perspetiva europeia, mas sem queimar etapas de um processo longo e burocrático. Na reunião que terminou esta madrugada em Versalhes, França, os líderes europeus garantiram fazer tudo o que tiverem ao alcance ao nível de "sanções" para pressionar a Rússia a parar a "agressão militar não provocada e injustificada da Rússia contra a Ucrânia".

O Alto Representante da União Europeia para a Política Externa anunciou que propôs "mais 500 milhões de euros de contribuição para o apoio militar à Ucrânia", através do Mecanismo Europeu de Apoio à Paz, elevando assim para mil milhões de euros o financiamento pela União Europeia de aquisição e fornecimento de armas para apoiar as Forças Armadas ucranianas a combater a invasão russa.

Em Portugal, o Presidente da República desaconselhou "brincar com o fogo", pedindo para se evitar "precipitações em decisões monetárias" na União Europeia e para não se "acirrar mercados e alimentar riscos de estagflação". Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que a prioridade agora é "abreviar a guerra" na Ucrânia, "e evitando sempre o que pode enfraquecer economicamente aqueles, como a UE, que têm de manter o seu vigor até ao fim desta guerra e depois dela".

O enviado especial da TSF em Kiev conta que a última noite decorreu "sem sobressaltos" na capital ucraniana e afirma que, na cidade, se sente que "alguma coisa vai acontecer", embora não se saiba quando. As pessoas vivem estes dias com alguma "ansiedade" e "angústia", explica Pedro Cruz​​​​, lembrando que a apenas 20 quilómetros da capital travam-se duras batalhas e há cidades que já foram nominadas pela Rússia.

Pedro Cruz, enviado especial da TSF em Kiev, falou também com Evgeni, um alpinista de 47 anos, que decidiu ficar na capital ucraniana e manter o seu café aberto.

Para o antigo embaixador que representou Portugal nas Nações Unidas e presidiu o Conselho de Segurança da ONU, "esta é uma guerra de um homem só" e "não podemos excluir uma guerra nuclear". Ainda assim, acredita que "a via negocial pode alcançar uma paz digna". Na entrevista desta semana da TSF e do Diário de Notícias, António Monteiro considera que o Ocidente deu, durante muito tempo, o "benefício da dúvida" a Vladimir Putin, admitindo que, nesta altura, será complicado travar o líder russo.

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