"Ato de pirataria." Ryanair condena desvio de voo para a Bielorrússia

Companhia irlandesa diz que as autoridades bielorrussas atuaram de forma ilícita e adianta não poder comentar o caso com maior detalhe "por razões de segurança".

A companhia aérea irlandesa Ryanair condenou esta segunda-feira o desvio de um voo para a Bielorrússia com o objetivo de deter o jornalista Roman Protasevich. O desvio do voo, que tinha como destino Vilnius, na Lituânia, foi ordenado pelo Presidente bielorrusso, Alexander Lukashenko.

A Ryanair "condena as ações ilícitas das autoridades bielorrussas que desviaram o voo FR4978 para Minsk ontem (23 de maio), no que foi um ato de pirataria na aviação", refere a companhia num comunicado enviado à TSF.

"Esta situação está agora a ser tratada pelas agências europeias de segurança e pela NATO", acrescenta ainda a empresa, que garante estar a "cooperar inteiramente" com as autoridades.

"Não podemos fazer mais comentários por razões de segurança", conclui.

Roman Protasevich, de 26 anos, é o ex-editor-chefe do influente canal Nexta, que se tornou a principal fonte de informação nas primeiras semanas de protestos antigovernamentais após as eleições presidenciais de agosto de 2020.

A Ryanair disse hoje que a tripulação do avião em que viajava um jornalista crítico do regime bielorrusso recebeu um aviso de ameaça à segurança a bordo antes de o aparelho ser desviado para Minsk.

A empresa de voos low-cost acrescentou que nada foi encontrado após o avião aterrar em Minsk.

Assim que o avião pousou no aeroporto de Minsk, os passageiros foram obrigados a um controlo, durante o qual o jornalista foi detido.

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