Atriz brasileira Eva Wilma morre aos 87 anos vítima de cancro

Eva Wilma teve uma vasta participação em telenovelas com sucesso no Brasil e no estrangeiro, nomeadamente em Portugal.

A atriz brasileira Eva Wilma morreu este sábado, aos 87 anos, vítima de cancro, anunciam hoje os media brasileiros, referindo que a artista estava internada desde 15 de abril no hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

Segundo o jornal Estadão, que diz que a notícia é confirmada pela assessoria de imprensa da atriz, Eva Wilma foi internada, inicialmente, para tratar problemas cardíacos e renais e, em de maio, foi-lhe descoberto um cancro no ovário que, disseminado, levou a uma insuficiência respiratória.

"Vivinha, é assim (Sorridente) que vamos lembrar de você. Obrigado pelos momentos maravilhosos que vivemos juntos e estarão eternamente em nossos corações. Gigante Eva Wilma", escreveram os agentes da atriz na rede social Instagram, a acompanhar uma fotografia.

Eva Wilma Riefle teve aulas de canto, piano e violão e aos 14 anos iniciou a carreira artística como bailarina clássica no Balé do Teatro municipal, em São Paulo, onde chamou a atenção do diretor José Renato que a chamou para o Teatro de Arena, onde participou em peças que fizeram história como "Judas em Sábado de Aleluia" e "Uma mulher e três palhaços".

O Jornal Estadão escreve que se diversificou, como mulher e atriz, e os desafios "foram ficando maiores" até participar em "Queridinha Mãe" pela qual recebeu o primeiro Molière de Melhor Atriz e O Manifesto.

A partir daqui a atriz "ganhou mais prémios, muitos prémios, Eva Wilma ganhou-os a todos", escreve o jornal Estadão, que apresenta uma lista extensa dos trabalhos em que participou, quer no teatro, cinema ou televisão, dentro e fora do Brasil.

Eva Wilma teve uma vasta participação em telenovelas com sucesso no Brasil e no estrangeiro, nomeadamente em Portugal, como a Guerra dos Sexos, Sassaricando, Pedra Sobre Pedra, o Rei do Gado, a Indomada, Fina Estampa e Mulheres de Areia ou séries como Os Maias.

O seu último papel na televisão foi na novela "O Tempo Não Para", em 2018.

Filha de pai alemão, Otto Riefe Jr., um metalúrgico da região da Floresta Negra, que emigrou para o Rio de Janeiro em 1929, e de mãe natural de Buenos Aires, Luísa Carp, filha de judeus ucranianos de Kiev que emigraram para a Argentina, Eva Wilma viria a nascer em 14 de dezembro de 1933, em São Paulo, onde os pais se conheceram.

Eva Wilma foi casada durante 21 anos com John Herbert (1955 a 1976), com quem teve dois filhos, e depois da separação viveu 23 anos com Carlos Zara, de 1979 a 2002, ano da sua morte.

"'Socialite', trambiqueira, mulher comum. Eva Wilma, a Vivinha, tudo fez e com o maior brilho", escreve o Estadão.

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