Austrália envia armas para ajudar Kiev e pondera expulsar embaixador russo

"Acabo de falar com o ministro da Defesa [australiano] e procuraremos dar todo o apoio possível para a assistência [militar] letal através dos nossos parceiros da NATO", disse o primeiro-ministro australiano.

O Governo australiano anunciou este domingo que irá enviar armas para as tropas ucranianas e que está a considerar a expulsão do embaixador russo.

O primeiro-ministro, Scott Morrison, disse aos jornalistas que está em comunicação com os aliados Estados Unidos e Reino Unido sobre o envio de material "letal", sem especificar a quantidade ou composição do envio.

"Acabo de falar com o ministro da Defesa [australiano] e procuraremos dar todo o apoio possível para a assistência [militar] letal através dos nossos parceiros da NATO, particularmente os Estados Unidos e o Reino Unido", disse.

A Austrália segue os passos de outras nações que se comprometeram a enviar armas para apoiar as tropas ucranianas que lutam no seu país contra as que foram destacadas por Moscovo.

A Austrália comprometeu-se anteriormente a enviar ajuda militar e material médico "não letal", bem como fundos e apoio à Ucrânia contra ciberataques russos.

A Austrália - em consonância com os EUA, Reino Unido, UE e outras nações aliadas - impôs sanções contra políticos, incluindo o Presidente russo, Vladimir Putin, militares e oligarcas russos, bem como bancos e proibiu investimentos nas regiões separatistas de Donetsk e Luhansk.

O presidente, que assistiu a uma vigília de apoio ao povo ucraniano, disse que as autoridades estão a considerar a possibilidade de expulsar o embaixador russo do país e comprometeu-se a dar as boas-vindas aos ucranianos que deixem o país e queiram viajar para a Austrália.

A Rússia lançou na quinta-feira de madrugada uma ofensiva militar na Ucrânia, com forças terrestres e bombardeamento de alvos em várias cidades, que já provocaram pelo menos 198 mortos, incluindo civis, e mais de 1.100 feridos, em território ucraniano, segundo Kiev. A ONU deu conta de 150.000 deslocados para a Polónia, Hungria, Moldávia e Roménia.

O Presidente russo, Vladimir Putin, disse que a "operação militar especial" na Ucrânia visa desmilitarizar o país vizinho e que era a única maneira de a Rússia se defender, precisando o Kremlin que a ofensiva durará o tempo necessário.

O ataque foi condenado pela generalidade da comunidade internacional e motivou reuniões de emergência de vários governos, incluindo o português, e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), UE e Conselho de Segurança da ONU, tendo sido aprovadas sanções em massa contra a Rússia.

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