Autarca de Kiev relata bombardeamentos de forças russas em redor da cidade

Moscovo prometeu, no início da semana, reduzir "drasticamente" a atividade militar em território ucraniano.

As forças russas continuam a bombardear cidades em redor da capital ucraniana, apesar de Moscovo ter prometido, no início da semana, reduzir as suas atividades militares naquela região, alertou esta sexta-feira o presidente da Câmara de Kiev.

Vitali Klitschko realçou, enquanto concedia uma entrevista à televisão britânica Sky News, que conseguia ouvir os sons das explosões "sem parar durante o dia e a noite".

O autarca da capital adiantou que cidades a noroeste de Kiev, como Irpin, Borodyanka e Hostomel, continuar a ser atacadas depois das forças ucranianas terem repelido as tropas russas.

Os combates continuam também a decorrer em Brovary, a leste de Kiev, acrescentou.

Klitschko aconselhou ainda as pessoas que pretendem regressar a Kiev, na sequência das promessas da Rússia em reduzir a ofensiva, a esperarem "algumas semanas" para perceber o desenrolar da situação.

Na terça-feira, Moscovo anunciou após conversações na terça-feira com negociadores ucranianos em Istambul, que iria reduzir as suas atividades em torno de Kiev e Chernihiv num gesto para aliviar a pressão e ajudar as conversações a encaminhar-se para um acordo.

Mas as forças russas continuaram a bombardear os arredores de Kiev nos últimos dias, segundo as autoridades ucranianas.

Estados Unidos, Reino Unido ou NATO confirmaram nos últimos dias a retirada de parte das forças russas em redor de Kiev, mas consideram esta uma manobra estratégica de reposicionamento e reabastecimento, ou foco do conflito na região leste da Ucrânia, alertando para "ofensivas suplementares".

Na quinta-feira, o consórcio nuclear ucraniano Energoatom divulgou ainda que as forças russas abandonaram a antiga central nuclear de Chernobyl, que controlavam desde o início da invasão, deixando apenas um pequeno contingente.

A Ucrânia confirmou hoje que voltou a controlar a antiga central nuclear de Chernobyl e garantiu que vai trabalhar com a Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) para avaliar os danos causados durante a ocupação russa.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que matou pelo menos 1.276 civis, incluindo 115 crianças, e feriu 1.981, entre os quais 160 crianças, segundo os mais recentes dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior.

A guerra provocou a fuga de mais de 10 milhões de pessoas, incluindo mais de 4,1 milhões de refugiados em países vizinhos e cerca de 6,5 milhões de deslocados internos.

A ONU estima que cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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