Autarquia de Mariupol espera que milhares de civis cheguem esta segunda-feira a Zaporijia

Autoridades de Mariupol esperam que as tropas russas "permitam" que os civis prosseguiam a viagem até Zaporijia.

A autarquia de Mariupol disse esta segunda-feira esperar que os milhares de civis que foram retirados no domingo daquela cidade portuária sitiada pelas forças russas, mas que ficaram retidos a meio do caminho, cheguem esta segunda-feira a Zaporijia (sul).

"Segundo as nossas informações, [muitos civis] já deixaram Mariupol e devem chegar a Zaporijia esta tarde ou noite", disse um porta-voz da autarquia numa mensagem publicada na rede social Telegram, citado pela agência ucraniana de notícias Ukrinform.

As autoridades de Mariupol esperam que as tropas russas "permitam" que os civis prosseguiam esta segunda-feira a viagem até Zaporijia, de onde será posteriormente organizada a transferência destas pessoas para outras partes da Ucrânia.

Ao longo do dia desta segunda-feira, espera-se que prossiga a retirada dos civis retidos em Mariupol, especialmente do complexo industrial metalúrgico de Azovstal, último reduto da resistência ucraniana nesta cidade estratégica.

O gabinete da autarquia adiantou que os autocarros previstos para levar os civis para fora da cidade já receberam as necessárias autorizações e acrescentou que estes podem juntar-se a uma coluna composta por carros particulares.

Os primeiros civis retirados de Azovstal, um grupo de cerca de uma centena de pessoas composto sobretudo por mulheres, crianças e idosos, chegaram no domingo a Zaporijia, numa operação mediada pelas Nações Unidas e pela Cruz Vermelha.

Enquanto isso, a Rússia continua a sua ofensiva no sul da Ucrânia, com o objetivo de ocupar toda a região de Kherson - importante porto do Mar Negro e do rio Dniepre e sede de várias empresas da indústria naval -, onde os moradores estão a ser pressionados para aceitar as tropas de ocupação como legítimas, segundo Kiev.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou cerca de três mil civis, segundo a ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.

A ofensiva militar causou a fuga de mais de 12 milhões de pessoas, das quais mais de 5,4 milhões para fora do país, de acordo com os mais recentes dados da ONU.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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