Autor do massacre de Atocha de 1977 pode ser libertado em novembro

Carlos García Juliá foi condenado por ser um dos autores do massacre de Atocha, cometido em 24 de janeiro de 1977 num escritório de advogados trabalhistas por membros da extrema-direita.

Um dos autores do massacre de Atocha de 1977 será libertado da prisão dia 19 de novembro se os recursos contra a libertação interpostos pela Fundação Advogados de Atocha não forem aceites pela justiça espanhola.

Carlos García Juliá foi condenado por ser um dos autores do massacre de Atocha, cometido em 24 de janeiro de 1977 num escritório de advogados trabalhistas por membros da extrema-direita.

Foi condenado a 193 anos de prisão em 1980, mas cumpriu apenas 14 anos da pena que lhe foi imposta. Em 1991 obteve a liberdade condicional e, anos depois, uma autorização para ir à América Latina e, embora a autorização tenha sido posteriormente revogada, não regressou à Espanha.

Após décadas de fuga e um período na prisão na Bolívia, García Juliá foi preso em São Paulo em dezembro de 2018 e finalmente extraditado para a Espanha, onde foi para a prisão de Soto del Real como autor de cinco assassínios e quatro tentativas de homicídio.

O tribunal de Ciudad Real fez agora uma reavaliação da pena e Carlos García Juliá pode não cumprir os restantes 12 anos que faltam da pena de prisão a que foi condenado.

A Fundação pretende impedir a sua libertação da prisão porque entende que este teve uma redução da pena a que não teria direito, já que García Juliá quebrou a liberdade condicional com a sua fuga para o Paraguai na década de 1990.

Entretanto, o Tribunal de Ciudad Real ouviu em maio o pedido do seu advogado para um novo acordo da sentença.

Recomendadas

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de