Autoridades das Fiji arrestaram super-iate de oligarca russo a pedido dos EUA

O barco, que pertence ao empresário e deputado russo Suleiman Kerimov, foi imobilizado pelas autoridades locais após a emissão de um pedido de arresto norte-americano.

O "Amadea", um iate avaliado em cerca de 300 milhões de dólares (mais de 285 milhões de euros), pertence, segundo os Estados Unidos (EUA), ao empresário e deputado Suleiman Kerimov, oligarca alvo de sanções europeias e norte-americanas.

Ancorado em Lautoka, no oeste das Fiji desde meados de abril, o iate foi imobilizado pelas autoridades locais após a emissão de um pedido de arresto norte-americano. Na terça-feira, um tribunal das Fiji ordenou o arresto, que ocorreu sem problemas.

"Este arresto evidencia aos corruptos oligarcas russos que eles não podem se esconder, mesmo nos lugares mais remotos do mundo", salientou a número dois do Departamento de Justiça norte-americano, Lisa Monaco, numa nota de imprensa.

"Todo o iate comprado com dinheiro sujo está na nossa mira", advertiu.

O "Amadea" mede 107 metros, tem piscina, jacuzzi, heliporto e um "jardim de inverno" no `deck´, de acordo com o site especializado superyachtfan.com.

Vários sites especializados indicam que Kerimov é o proprietário, mas tal informação não pode ser confirmada de forma independente pela agência AFP.

A Espanha já havia apreendido em abril, também a pedido dos Estados Unidos, um super-iate no valor de 90 milhões de dólares, pertencente ao bilionário russo Viktor Vekselberg, aliado do presidente da Rússia, Vladimir Putin.

Washington anunciou, em março, a criação de uma unidade dedicada ao julgamento de "oligarcas russos corruptos" e a todos aqueles que violam as sanções adotadas por Washington contra Moscovo.

Desde então, os norte-americanos "sancionaram e bloquearam navios e aviões no valor de mais de mil milhões de dólares, além de congelar centenas de milhões de dólares de ativos das elites russas em contas norte-americanas", segundo a Casa Branca.

O presidente Joe Biden espera poder liquidar esses ativos e utilizar o dinheiro para compensar os danos sofridos pela Ucrânia durante a invasão das tropas russas.

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