Ucrânia e Rússia acordam abertura de 10 corredores humanitários

O acordo prevê acordo corredores nas cidades de Mariupol e Kherson, e nas regiões de Kiev e de Lugansk.

As autoridades ucranianas e russas concordaram em estabelecer, este sábado, 10 corredores humanitários para ajudar civis em zonas mais afetadas pela guerra na Ucrânia, anunciou a vice-primeira-ministra ucraniana.

Iryna Vereshchuk disse que o acordo prevê um corredor humanitário na cidade portuária de Mariupol, sitiada pelas forças russas. O acordo abrange também vários corredores na região da capital da Ucrânia, Kiev, e vários na região de Lugansk (leste). Numa mensagem em vídeo, Vereshchuk anunciou ainda planos para entregar ajuda humanitária na cidade portuária de Kherson (sul), que está atualmente sob controlo das forças russas.

Também numa mensagem vídeo, o Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, acusou as forças russas de estarem a bloquear as maiores cidades para deteriorar as condições de vida e forçar os ucranianos a cooperar.

Zelensky disse que os russos estão a impedir que os abastecimentos cheguem às cidades cercadas no centro e sudeste da Ucrânia.

Imagens de satélite de sexta-feira da empresa norte-americana Maxar Technologies mostraram uma longa fila de carros a sair de Mariupol, durante uma operação para retirar civis.

Zelensky disse que mais de 9.000 pessoas conseguiram deixar a cidade no último dia.

A guerra na Ucrânia, que entrou, este sábado, no 24.º dia, foi desencadeada pela invasão russa do país vizinho, em 24 de fevereiro.

O conflito provocou um número de baixas civis e militares ainda por determinar.

A ONU confirmou a morte de 816 civis até quinta-feira, incluindo 59 crianças, mas tem alertado que os números reais "são consideravelmente mais elevados".

A guerra na Ucrânia também provocou mais de 3,2 milhões de refugiados, na pior crise do género na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Segundo as Nações Unidas, cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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