Autoridades israelitas investigam empresa que criou programa Pegasus

As autoridades estiveram nos escritórios do grupo NSO, em Telavive, depois de denúncias de que o programa Pegasus está a ser usado de forma abusiva. O software permite espiar telemóveis.

​​​​​​Durante o fim de semana, Emmanuel Macron ligou ao primeiro-ministro israelita pedindo-lhe que investigasse o grupo que vende o programa de espionagem Pegasus.

O presidente francês terá sido um dos alvos do software de espionagem. Uma lista com 50 mil números, investigada pela amnistia internacional e por diversos jornais de vários pontos do mundo, revelou que Macron foi espiado pelas autoridades de Marrocos.

Esta tarde o jornal The Guardian conta que as autoridades estiveram nos escritórios do NSO. Uma visita à mesma hora em que o ministro da defesa israelita chegava a Paris para um encontro com o homólogo francês sobre o caso Pegasus.

O grupo confirmou a presença de funcionários do ministério da defesa mas adiantou que a visita foi combinada com antecedência. As autoridades queriam ver as exportações comerciais de programas sensíveis.

O grupo NSO tem dito que o facto de um número de telefone aparecer na lista, que foi divulgada, não indica que tenha sido espiado pelo Pegasus.

O ministério da defesa israelita divulgou um tweet garantindo que a visita realizada por várias agências do estado estava relacionada com as divulgações sobre o projeto Pegasus.

O programa desenvolvido pelo grupo israelita permite a quem o usa espiar mensagens, fotos, e-mails, gravar chamadas e secretamente ativar microfones de dispositivos infetados.

Inicialmente o Pegasus seria apenas vendido a estados para espiarem redes terroristas ou o crime organizado mas tem sido utilizado para muito mais como espiar jornalistas, ativistas e até chefes de estado e de governo.

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