Bagdade anuncia voo de repatriamento de iraquianos bloqueados na Bielorrússia

Os cidadãos curdos do Iraque afirmam que tentam soluções para as dificuldades económicas e a instabilidade política que afetam a região onde vivem e, por isso, tentam alcançar os países do bloco europeu, mas o futuro destes refugiados e migrantes está bloqueado no impasse que se verifica entre a União Europeia e o regime da Bielorrússia.

O Governo iraquiano anunciou nesta segunda-feira a organização do primeiro voo de repatriamento "voluntário" de migrantes que se encontram atualmente na fronteira entre a Bielorrússia e a Polónia.

"O Iraque vai efetuar no dia 18 deste mês [quinta-feira], o primeiro voo para aqueles que voluntariamente queiram vir", disse Ahmed al-Sahaf, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros iraquiano em declarações à televisão pública do Iraque.

O porta-voz não se referiu ao número de pessoas que podem viajar no voo de quinta-feira entre Minsk e Bagdade.

Mesmo assim, afirmou que se encontram "571 iraquianos" bloqueados na fronteira entre a Bielorrússia e a Polónia e que estão dispostos a regressar "voluntariamente" ao Iraque.

Este grupo de cidadãos que se encontra na Bielorrússia é maioritariamente originário da região autónoma do Curdistão iraquiano.

Neste momento, milhares de migrantes e refugiados do Médio Oriente encontram-se em acampamentos precários junto à fronteira entre a Bielorrússia e a Polónia.

As ligações aéreas regulares entre Bagdade e Minsk foram suspensas e os consulados da Bielorrússia em Bagdade e Erbil, capital do Curdistão iraquiano, foram encerrados na semana passada.

Estas medidas, explicou Sahaf, "reduziram as viagens de iraquianas (para a Bielorrússia), mas "o problema", acrescentou, mantém-se porque as pessoas chegam a Minsk de forma "indireta" através de voos que passam pela Turquia, Qatar, Emirados Árabes Unidos e Egito.

Os cidadãos curdos do Iraque afirmam que tentam soluções para as dificuldades económicas e a instabilidade política que afetam a região onde vivem e, por isso, tentam alcançar os países do bloco europeu.

O futuro destes refugiados e migrantes está bloqueado no impasse que se verifica entre a União Europeia e os Estados Unidos e o regime da Bielorrússia, país apoiado por Moscovo.

A União Europeia e os Estados Unidos acusam Minsk de organizar de forma deliberada o fluxo de migrantes como retaliação contra as sanções impostas por Bruxelas e Washington contra a Bielorrússia.

Nesta segunda-feira, o vice-presidente da Comissão Europeia Margaritis Schinas deve deslocar-se a Bagdade para contactos no sentido de encontrar respostas para a crise.

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