BE pede corredores humanitários que permitam chegada à Europa em segurança

Catarina Martins apontou "um grande problema" que é o facto de haver membros destas famílias que ainda estão no Afeganistão, bem como "outras pessoas que também trabalharam com as tropas portuguesas que não conseguiram ser retiradas".

A coordenadora do BE defendeu esta quinta-feira ser essencial abrir corredores humanitários que permitam a saída do Afeganistão e chegada à Europa em segurança, referindo que há pessoas que trabalharam com as tropas portugueses que ainda não foi possível retirar.

Catarina Martins visitou esta manhã um Centro de Acolhimento Temporário de Refugiados em Lisboa, tendo-se reunido com um grupo de afegãos que chegou recentemente a Portugal, bem como com os técnicos que trabalham naquele local.

"As pessoas refugiadas dizem-nos duas coisas: a primeira é que querem ficar em Portugal, sentem que foram muito bem acolhidas, têm muita vontade de trabalhar - são aliás pessoas muito qualificadas - e que esperam poder autonomizar a sua vida. Estão com bastante expectativa", disse aos jornalistas no final da visita, elogiando a solidariedade do país e também a celeridade de alguns processos, como o acesso à saúde.

No entanto, a líder do BE apontou "um grande problema" que é o facto de haver membros destas famílias que ainda estão no Afeganistão, bem como "outras pessoas que também trabalharam com as tropas portuguesas que não conseguiram ser retiradas".

"Naturalmente há uma enorme angústia porque querem que as outras pessoas possam vir também em segurança para Portugal. Quem chegou, ainda bem que chegou, vamos acolher muito bem. Continuámos a ter um problema enorme em Cabul, temos que fazer tudo para que todas as pessoas que querem vir possam vir, nomeadamente aquelas que trabalharam com as tropas portuguesas e reunirmos as famílias", apelou.

Para isso, na perspetiva de Catarina Martins "é absolutamente essencial que a nível europeu seja possível [abrir] corredores humanitários".

"Porque além das pessoas que trabalharam diretamente com as tropas que estiveram no Afeganistão, há muita gente que precisa de sair, que está a fugir desesperada e nós precisamos de corredores humanitários que permitam, com segurança, que as pessoas desesperadas possam chegar à Europa e as possamos ajudar porque lhes devemos isso, nós devemos-lhe esse apoio", defendeu.

Exemplo do momento "muito complicado" que se vive no terreno é o relato que a líder bloquista ouviu de um pai cuja "parte da família não veio porque eram milhares de pessoas a tentar entrar no aeroporto e havia perigo de esmagamento".

Confrontada pelos jornalistas com o facto de o BE ter divulgado a morada deste centro à comunicação social quando as autoridades portuguesas têm tentado manter ao máximo o sigilo sobre onde estas pessoas vivem, Catarina Martins começou por apontar um "equívoco" em relação à natureza da ação e referiu que não é a primeira vez que o partido vem a este centro.

"Esta não é uma localização que os jornalistas não conheçam. São os serviços municipais que tratam do acolhimento e nós estivemos aqui reunidos com as equipas e com pessoas refugiadas que sinalizaram a vontade de se encontrar e de falar sobre a sua situação", justificou.

Segundo a líder bloquista, "as pessoas foram alojadas em vários sítios da cidade e nesses sítios da cidade e nesses sítios da cidade têm direito à sua privacidade".

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