Bélgica faz homenagem e minuto de silêncio pelos mortos nas inundações

O momento de silêncio ocorreu depois das sirenes dos quartéis terem soado em todo o país.

Um minuto de silêncio foi observado esta terça-feira na Bélgica ao meio-dia, horário local (11:00 em Lisboa), em homenagem aos mortos nas inundações que devastaram parte do país em 14 e 15 de julho, matando pelo menos 31 pessoas.

O Rei Filipe e a Rainha Matilda estiveram no quartel dos bombeiros de Verviers, uma das comunas mais atingidas pelas inundações no país, para prestar esta homenagem aos mortos, segundo a agência francesa de notícias AFP.

Durante a homenagem, o Rei, comovido, enxugou uma lágrima do canto do olho. O casal real conversou com uma grávida que contou, em lágrimas, ter visto cadáveres a ser levados pelas águas.

O momento de silêncio ocorreu depois das sirenes dos quartéis terem soado em todo o país, de acordo com imagens da televisão belga.

As autoridades belgas decretaram esta terça-feira como dia de "luto nacional" e as bandeiras foram colocadas a meio mastro nos prédios oficiais do país, assim como as bandeiras europeias diante da Comissão Europeia, em Bruxelas.

A cidade de Bruxelas cancelou o seu "Baile Nacional" e em Namur, capital da região belga de Valónia, o fogo de artifício também foi cancelado.

Esta é a primeira vez, desde 2016, que a Bélgica observa luto nacional. Três dias de luto foram decretados naquele ano, após os ataques 'jihadistas' que provocaram 32 mortos e mais de 340 feridos em Bruxelas.

A região de Liège, no leste da Bélgica, foi uma das mais atingidas pelas inundações e, segundo as autoridades, ainda há pessoas desaparecidas ou incontactáveis.

Na Alemanha, até segunda-feira, foram confirmados 165 mortos e 749 feridos, mas centenas de pessoas ainda estão desaparecidas no país após as inundações.

Outros países da Europa Central também foram atingidos pelas fortes chuvas, nomeadamente a França, o Luxemburgo, os Países Baixos, a Suíça, a Itália e a Áustria.

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