Berlim alerta que Estado Islâmico não acabou

Depois de Donald Trump anunciar a morte do líder do Estado Islâmico, numa operação militar norte-americana, o governo alemão alerta que não significa o fim do grupo 'jihadista'. Já Moscovo espera a confirmação da morte Al-Baghdadi.

Berlim alertou esta segunda-feira que o grupo 'jihadista' Estado Islâmico (EI) não pode ser dado como acabado apesar da morte do seu líder, enquanto Moscovo considerou que a morte de Al-Baghdadi é "uma importante contribuição", caso se confirme.

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou no domingo a morte de Abu Bakr al-Baghdadi numa operação militar norte-americana no noroeste da Síria.

Hoje, o Governo alemão alertou que o grupo 'jihadista' Estado Islâmico (EI) não pode ser dado como acabado, embora a morte do seu líder, Abu Bakr al-Baghdadi, implique que este já não possa "dar ordens assassinas".

"Neste momento, o Governo pensa em todas as vítimas do EI", indicou o porta-voz do Governo alemão, Steffen Seibert, que aludiu tanto aos que foram mortos pelo terrorismo islâmico, como "aos yazidis escravizados" pela organização e os mortos nos seus ataques.

Seibert recusou-se a esclarecer se a chanceler alemã, Angela Merkel, estava a par da operação militar lançada pelos Estados Unidos contra o terrorista mais procurado do mundo, limitando-se a insistir na sua declaração anterior.

"Não se pode dar como morto o EI [Estado Islâmico]", salientou o porta-voz do Governo, numa comparência habitual perante os meios de comunicação social.

Também o Kremlin reagiu à morte do líder do grupo extremista Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi, considerando "uma importante contribuição" para a luta contra o terrorismo, indicando, no entanto, que aguarda confirmação desta informação.

"Se as informações sobre a morte de al-Baghdadi forem realmente confirmadas, então poderíamos falar de uma importante contribuição do Presidente dos Estados Unidos na luta contra o terrorismo internacional", afirmou Dmitry Peskov, porta-voz do Presidente russo, Vladimir Putin, aos jornalistas.

"Esta informação não pode, por si só, provocar uma reação negativa do poder russo", acrescentou.

Peskov também reconheceu que os militares russos "realmente viram na área aviões e 'drones' [veículos aéreos não tripulados] americanos", enquanto o Ministério da Defesa russo indicou na noite de domingo que "não tinha informações fiáveis sobre as ações dos militares dos EUA na zona de distensão de Idlib", onde al-Baghdadi estava escondido, segundo Washington.

"Abu Bakr al-Baghdadi está morto", disse Trump numa comunicação ao país na Casa Branca no domingo.

Trump disse que o líder do grupo 'jihadista' escondeu-se num túnel durante a operação militar e detonou um colete de explosivos, o que lhe provocou a morte, bem como a três dos seus filhos.

"Morreu como um cão", disse Trump. "Morreu como um cobarde, a fugir e a chorar".

Abu Bakr al-Baghdadi era um dos homens mais procurados do planeta e tinha a cabeça a prémio por 25 milhões de dólares.

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