Berlim quer impedir europeus de ocupar cargos em empresas estatais russas

Alemães argumentam que permitir tal prática constitui "corrupção estratégica" e sublinha que oferecer cargos bem pagos em troca de influência é há muito uma estratégia do Kremlin.

O Governo alemão propõe que, como parte do próximo pacote de sanções europeias contra Moscovo, cidadãos europeus fiquem impedidos de ocupar cargos em empresas estatais russas, informou este domingo o diário Süddeutsche Zeitung.

Segundo o jornal, o Governo liderado por Olaf Scholz enviou um documento aos restantes Governos europeus com uma lista de propostas para sancionar Moscovo, após ter sido anunciada a mobilização de 300.000 reservistas para combater na Ucrânia.

Entre as medidas, está a proposta para impedir que cidadãos de países europeus possam ocupar no futuro cargos nos Conselhos de Administração ou na gestão de empresas estatais russas, uma vez que tal prática constitui "corrupção estratégica".

Oferecer "cargos bem pagos em órgãos de administração" de empresas estatais é "desde há algum tempo um elemento importante" na estratégia do Kremlin para exercer influência política na União Europeia (UE), assegura a carta, citada pelo referido diário.

O ex-chanceler alemão Gerhard Schröder, muito criticado pelas suas ligações ao Presidente russo, Vladimir Putin, ocupou um cargo no consórcio petrolífero russo Rosneft, a cujo Conselho de Administração presidia desde 2017 e ao qual renunciou, sob pressão, em maio, bem como à sua candidatura para integrar o grupo de gás Gazprom.

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