Biden afirma que EUA estão "de volta" às Nações Unidas

Biden disse que os Estados Unidos partilham e têm um "forte compromisso" com os "valores e princípios" das Nações Unidas.

O Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, proclamou na segunda-feira que o país "está de volta" às Nações Unidas, um dia antes de se dirigir à Assembleia Geral da ONU.

"Os Estados Unidos estão de volta. Acreditamos nas Nações Unidas e nos seus valores", disse Biden após uma reunião com o Secretário-Geral da ONU, António Guterres.

Biden mostrou assim as suas diferenças com o seu antecessor, Donald Trump (2017-2021), sempre cético em relação ao objetivo das Nações Unidas, retirando os Estados Unidos do Conselho dos Direitos Humanos da ONU e também da UNESCO.

Embora o novo Presidente tenha regressado ao Conselho de Direitos Humanos, ainda não regressou à UNESCO.

Nas suas observações após a reunião com Guterres, Biden disse que os Estados Unidos partilham e têm um "forte compromisso" com os "valores e princípios" das Nações Unidas.

O Presidente dos EUA fez um apelo para que os países trabalhassem em conjunto para resolver ameaças tais como pandemias e a crise climática.

"Para acabar com a Covid-19 e para lidar com a mais grave ameaça à humanidade que alguma vez vimos, que é a crise climática, só pode ser enfrentada através de soluções globais, nenhum país o pode fazer sozinho", disse.

Por seu lado, Guterres frisou também a diferença entre Biden e o seu antecessor, salientando o compromisso dos EUA com os objetivos das Nações Unidas no que diz respeito à crise climática.

"Agora, com a sua liderança, com o seu forte empenho na crise climática, os Estados Unidos representam um pilar fundamental da nossa atividade", disse.

A Assembleia Geral da ONU dá início aos seus debates anuais na terça-feira, com cerca de 100 líderes internacionais reunidos em Nova Iorque, apesar da pandemia e com uma agenda marcada pela Covid-19, pelas alterações climáticas e pela situação no Afeganistão.

Após ter sido realizada remotamente há um ano, a Assembleia terá agora um formato híbrido, com chefes de Estado e de governo a proferirem pessoalmente os seus discursos tradicionais e outros a fazerem-no através de vídeos pré-gravados.

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