Biden assegura que Estados Unidos "não procuram uma nova Guerra Fria"

O Presidente dos EUA expressou também a vontade de que o poderio militar seja a "última arma" para responder aos problemas do mundo.

O Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, assegurou que os Estados Unidos "não procuram uma nova Guerra Fria", na sua primeira intervenção perante a Assembleia Geral das Nações Unidas.

Numa óbvia alusão ao confronto que decorre com a China, Joe Biden insistiu que "não procura uma nova Guerra Fria ou um mundo dividido em blocos" e acrescentou que os Estados Unidos "estão prontos para trabalhar com todas as nações que se comprometam e procurem uma solução pacífica para partilhar os desafios, mesmo que existam intensos desacordos noutros domínios".

O líder da Casa Branca também assegurou que o seu país regressará plenamente ao acordo sobre o programa nuclear iraniano caso o Irão "faça o mesmo" e prometeu impedir que Teerão consiga obter a bomba atómica.

"Os Estados Unidos permanecem determinados e prontos para impedir as armas nucleares iranianas", frisou.

Trabalhamos com os membros permanentes do Conselho de Segurança (França, Reino Unido, Rússia e China) e ainda com a Alemanha "para obter diplomaticamente, com toda a segurança, o regresso do Irão ao Acordo Nuclear", firmou, numa referência ao acordo de 2015 designado Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA), precisou.

O Presidente norte-americano prometeu ainda aumentar os esforços internacionais do seu país para combater a pandemia de Covid-19 e as alterações climáticas e referiu que "vai anunciar compromissos adicionais" para aumentar a vacinação nos países menos avançados no decurso de uma cimeira virtual que organiza na quarta-feira.

Além disso, Biden comprometeu-se a "duplicar de novo" o montante de ajuda dos Estados Unidos aos países mais pobres para enfrentar as alterações climáticas, mas sem precisar o montante.

O debate geral das Nações Unidas, um dos pontos mais altos para a diplomacia internacional, iniciou-se, esta terça-feira, em Nova Iorque, com o discurso de António Guterres, na presença de mais de 100 chefes de Estado e de Governo e representação diplomática de todos os 193 Estados-membros da ONU.

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