Estados Unidos mantêm sanções ao Irão enquanto acordo nuclear não for cumprido

Presidente norte-americano não admite suspender as sanções para convencer os responsáveis iranianos a voltar às negociações.

Os Estados Unidos manterão as sanções contra o Irão enquanto este país do Médio Oriente não respeitar os compromissos assumidos sobre o acordo nuclear, afirmou este domingo o Presidente norte-americano, Joe Biden, numa entrevista à televisão CBS.

Questionado pela CBS sobre a possibilidade de suspender as sanções para convencer Teerão a voltar à mesa das negociações para salvar o acordo nuclear com o Irão, Joe Biden respondeu prontamente: "Não".

Segundo um trecho desta entrevista, a qual será transmitida integralmente esta tarde, a jornalista questionou Biden se os iranianos devem primeiro "deixar de fazer o enriquecimento do urânio" e o Presidente anuiu com um sinal de cabeça.

Em 2015, após longas negociações, os EUA concluíram um acordo com o Irão com o intuito de impedir que este país pudesse adquirir uma bomba atómica.

Várias potências mundiais (China, Rússia, Alemanha, França e Reino Unido) também assinaram este documento, então ratificado pela ONU.

Contudo Donald Trump retirou Washington desse acordo três anos depois, julgando que era insuficiente ao nível nuclear e também para conter as outras "atividades desestabilizadoras" desta República islâmica.

O ex-Presidente restabeleceu e endureceu todas as sanções contra o Irão que tinham sido levantadas em troca dos compromissos nucleares, tendo Teerão, por sua vez, começado a cair no incumprimento dessas restrições.

Joe Biden prometeu voltar ao acordo nuclear, na condição de que o Irão renuncie aos seus compromissos.

No entanto, os líderes iranianos afirmaram também hoje que os Estados Unidos precisam "suspender totalmente" as sanções e só depois respeitarão novamente as restrições impostas ao seu programa nuclear.

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