Biden não tomou decisão sobre embargo ao gás e petróleo russos

A porta-voz da Casa Branca, Jen Psaki, explica que o assunto surgiu durante uma conversa que o Presidente dos EUA teve com os líderes alemães, franceses e britânicos.

O Presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, "não tomou uma decisão nesta fase" sobre um possível embargo ao gás e petróleo russos em resposta à invasão da Ucrânia, disse segunda-feira a sua porta-voz, Jen Psaki.

A porta-voz indicou que o assunto surgiu durante uma conversa que o Presidente dos EUA teve com os líderes alemães, franceses e britânicos, enfatizando: "Temos capacidades e possibilidades diferentes."

A Alemanha, em particular, opõe-se a qualquer embargo ao gás russo, do qual depende muito, enquanto os Estados Unidos importam pouco petróleo russo.

Os líderes da Alemanha, Estados Unidos, França e Reino Unido manifestaram apoio a "todos os esforços diplomáticos" para superar a crise ucraniana e estão "determinados a continuar a aumentar o custo" infligido à Rússia pela invasão da Ucrânia.

A Casa Branca assegurou que os países ocidentais mantêm a sua determinação, em comunicado divulgado após uma videoconferência entre os presidentes dos EUA e França, Joe Biden e Emanuel Macron, respetivamente, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, e o chanceler alemão, Olaf Scholz.

No início da invasão, os países ocidentais mantiveram-se unidos em termos de sanções económicas, mas esta sintonia pareceu quebrar relativamente ao embargo à importação de petróleo e gás russo, posição rejeitada pela Alemanha, que está muito dependente do fornecimento de gás russo, noticiou a agência France Presse (AFP).

Também Berlim divulgou um comunicado sobre a reunião entre os quatro líderes, onde destacou que os ocidentais apoiam todos os esforços diplomáticos para terminar com a crise na Ucrânia e defendem que a proteção dos civis é "a maior prioridade".

Estas quatro nações voltaram a instar a Rússia a "terminar imediatamente" o seu ataque "ilegítimo" à Ucrânia e a retirar a totalidade das usas tropas, revelou o gabinete do chanceler alemão, Olaf Scholz.

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